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PF mira suspeitos de fazer apologia à intervenção militar e ataques ao STF

21.jun.2020 - Ato em favor do presidente Jair Bolsonaro traz cartazes com pedidos de intervenção militar - Adriano Wilkson
21.jun.2020 - Ato em favor do presidente Jair Bolsonaro traz cartazes com pedidos de intervenção militar Imagem: Adriano Wilkson

Do UOL, em São Paulo

27/11/2020 10h50Atualizada em 27/11/2020 13h00

A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje a Operação Estabilidade, que tem o objetivo de investigar um grupo suspeito de fazer apologia à intervenção militar no país e de ofender e ameaçar ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

De acordo com a PF, o grupo utilizaria as redes sociais para fazer propaganda de processos ilegais para alteração da ordem política ou social. Três mandados de busca e apreensão são cumpridos em Brasília, Uberlândia (MG) e Taboão da Serra (SP).

A investigação teve início após a publicação nas redes sociais de um vídeo realizado na frente do prédio do STF por dois dos investigados.

Um deles seria Renan Sena, ex-funcionário terceirizado do MDH (Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos), que cuspiu em uma enfermeira durante manifestação em frente à Praça dos Três Poderes, em maio. A PF não revelou nomes dos investigados.

De acordo com a PF, os autores pediam no vídeo que deu início às investigações a intervenção militar e o afastamento e prisão de nove ministros do STF. Com o aprofundamento das análises, foi possível constatar a participação deles em diversos atos do tipo, inclusive com a arrecadação de fundos para financiar o movimento.

Sena, que é apoiador do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), chegou a ser preso em junho por suspeita de participar de um ataque com fogos de artifício ao prédio do STF. Ele foi liberado após assinar um termo de comparecimento em juízo.

A PF informou que o processo tramita na 15ª Vara Federal do DF, e os envolvidos podem responder por crimes contra a Lei de Segurança Nacional.

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