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9 meses

ACM Neto: 'Não dá para pensar em Carnaval antes de uma vacina contra covid'

Carolina Marins e Felipe Oliveira

Do UOL, em São Paulo

08/12/2020 16h53

Para o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), não é possível ter Carnaval na capital baiana em 2021 sem que haja uma vacina contra a covid-19. A declaração foi dada durante entrevista ao colunista do UOL Tales Faria. Ele ainda destacou que o próximo ano pode ser tão ou mais difícil do que 2020 em relação à pandemia do novo coronavírus.

Não dá para pensar em Carnaval nem em festa de ruas com multidões antes de uma vacina que garanta imunidade coletiva e segurança para a população.
ACM Neto, prefeito de Salvador

Ele destacou, no entanto, que a suspensão do Carnaval terá um impacto enorme na economia da cidade. "O carnaval para Salvador movimenta uma indústria o ano todo. São mais de R$ 2 bilhões envolvidos nesta indústria. Milhares de empregos envolvidos com cultura, entretenimento e economia criativa. O impacto disso, além do emocional, é simbólico, tem um impacto econômico gravíssimo para nossa cidade."

Neto disse que é preciso "reinventar estratégia" de atração turística para Salvador. "De uma só vez suspendemos a virada de ano, as lavagens tradicionais do Bonfim, de Iemanjá, o Carnaval, então uma cidade que sempre foi forte pelo calendário de eventos, agora não pode, esta mostrando que não dá para aglomerar", disse.

O ano de 2021

Em sua avaliação, 2021 pode ser um ano ainda mais desafiador sem a aprovação rápida de uma vacina. "Um quadro muito complicado e desafiador vejo 2021, como um ano de enormes desafios. Estamos vivendo a segunda onda da pandemia. A covid crescendo no Brasil todo, não dá para fechar os olhos."

Ele avalia que o Brasil já vive uma segunda onda da doença, principalmente ao olhar os dados em sua cidade. "Os números de Salvador estão crescendo muito rápido, a pressão por internamento hospitalar seja de leitos clínicos ou terapia intensiva está cada vez maior".

Segundo o prefeito, o desafio será ainda maior porque no próximo ano, União, estados e municípios terão menos recursos financeiros e ainda terão de lidar com a falta de medo da população.

"Não vai ser fácil, a tarefa não será tão simples como foi no começo do ano. Caso a decisão de prefeitos e governadores seja de suspender atividades comerciais, bares, restaurantes, salão de beleza. Agora é muito mais difícil porque infelizmente o cidadão — parte, não posso generalizar — perdeu o medo de pegar covid, isso é muito sério."

Sobre o resultado das eleições municipais de 2020, ele disse que "a nova política ficou velha".

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