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Relatórios para Flávio Bolsonaro não tinham logo da Abin, diz revista

Relatórios para Flávio Bolsonaro não tinham logo da Abin, diz revista - Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
Relatórios para Flávio Bolsonaro não tinham logo da Abin, diz revista Imagem: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Colaboração para o UOL, em São Paulo*

16/12/2020 15h51

Os dois supostos relatórios enviados pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência) para auxiliar Flávio Bolsonaro (Republicanos) nos depoimentos de defesa no "caso Queiroz" não tinham logo e nem padrões de textos da Agência, afirmou a revista Época.

Segundo a revista, os relatórios foram enviados via WhatsApp e fugiam dos "padrões" de textos da Abin, o que reforçaria a ideia de que os envios teriam sido feitos em uma estrutura paralela e não de forma oficial.

Ontem, o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) negou em manifestação ao STF que a Abin tenha produzido relatórios com o objetivo de ajudar o filho do presidente Jair Bolsonaro. A explicação foi apresentada após a ministra do Supremo Carmén Lúcia dar 24 horas para que o general Augusto Heleno, ministro-chefe do GSI, e Alexandre Ramagem, diretor-geral da Abin, se manifestassem sobre a acusação. Procurada pela Época, a defesa de Flávio Bolsonaro havia confirmado a autenticidade dos documentos.

Na defesa, o Gabinete negou a acusação e criticou o jornalista Guilherme Amado, colunista da revista e responsável pela matéria.

"Fica claro, portanto, que o suposto ato ilegal (...) baseia-se integralmente na narrativa fantasiosa de um jornalista que, frequentemente, exorbita do seu direito de expressão, imputando, sem provas, condutas abusivas a autoridades públicas, sem nenhuma responsabilidade com a verdade dos fatos", acusou o GSI.

Abin também nega acusações

Por meio de nota, a Abin negou que tenha produzido relatórios para ajudar o senador. "Supostos trechos divulgados apresentam-se mal redigidos, com linguajar técnico que não guarda relação com as atividades de inteligência", diz.

A agência também respondeu que não existe "Abin Paralela" nem "Abin Clandestina". "As acusações se pautam em torpe narrativa, desprovida de conjunto probatório, supostamente contida em documentos que não foram produzidos pela Agência", diz, em nota, reforçando que vai pedir para que a Advogado-Geral da União (AGU) adote providências "capazes de restabelecer a verdade dos fatos".

(Com Agência Estado)