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Lockdown nacional não se aplica porque população não adere, diz Queiroga

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, explicou porque não haverá lockdown nacional - DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, explicou porque não haverá lockdown nacional Imagem: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO

Colaboração para o UOL

07/04/2021 22h23

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse hoje que um lockdown nacional não faz sentido no Brasil "porque a própria população não adere a essas práticas" e que, por isso, as ações de combate à covid-19 são tomadas conforme a situação local. A declaração foi dada após uma reunião entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), ministros e empresários de diferentes setores, em São Paulo.

Segundo a Folha, horas antes do jantar, existia entre os convidados uma incerteza sobre a presença do ministro da Saúde, que acabou acompanhando o presidente. Também estiveram presentes os ministros das Comunicações, Fabio Faria; da Economia, Paulo Guedes; e da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. Em resumo, o encontro discutiu tanto a vacinação em massa, quanto o avanço de reformas estruturais.

Queiroga comentou a dificuldade na obtenção de vacinas. Um problema, segundo ele, mundial e não apenas do Brasil. "É hora de união nacional para conseguirmos a vacina para imunizar a população brasileira", disse. O ministro citou a possibilidade de obtenção e uso da russa Sputnik V, e da indiana Covaxin, ponderando que o país deve seguir as decisões da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Em relação à informação de que o Butantan estaria enfrentando escassez do IFA (insumo farmacêutico ativo), vindo da China, e que isso poderia atrapalhar a produção de milhões de doses da Coronavac, Queiroga afirmou esperar que o Instituto tenha a capacidade de fabricação reestabelecida.

Ainda segundo o ministro, a reunião com o empresariado foi muito importante porque eles são parceiros para "modernizarmos a saúde pública".

União e sintonia com o Governo

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, destacou que os empresários demonstraram preocupação com o desemprego, e que têm os mesmos interesses que o governo: "que o Brasil continue crescendo". Conforme Faria, todos os presentes no jantar disseram estar satisfeitos com "o Congresso trabalhando em sintonia com Bolsonaro".

"O recado foi que o governo vai contar com a ajuda deles. Nós mostramos que somos o quinto país que mais está vacinando, atingimos a meta de um milhão por dia. Precisamos de união", afirmou.

Já o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, destacou que a conversa foi amistosa e representou uma "reunião de aliança e compromisso com o futuro". Ele citou a capacidade do Brasil na produção de vacinas e afirmou que "agora estamos engrenando".

Vacinação em massa para reestruturar economia

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que é preciso avançar na vacinação para que a economia brasileira continue a se reerguer.
Em fala à imprensa, Guedes disse também que o Brasil pode ter um crescimento acima do previsto para 2021. Segundo ele, o governo estima um aumento do PIB de 3,2% a 3,3%, enquanto o Fundo Monetário Internacional (FMI) já projeta uma recuperação melhor, de 3,7%.

"Vamos transformar esta recuperação cíclica, baseada em consumo, em um crescimento sustentável", afirmou.

O próximo objetivo do governo, segundo o ministro da Economia, é encerrar o problema de renda com um programa social forte e sólido.

*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo

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