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'Não farei nada sozinho', diz Nunes sobre período à frente da cidade de SP

Ricardo Nunes (esq.) ao lado de Bruno Covas durante posse em janeiro: "quando ele me avisou sobre a licença, disse que confia em mim" - RONALDO SILVA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Ricardo Nunes (esq.) ao lado de Bruno Covas durante posse em janeiro: "quando ele me avisou sobre a licença, disse que confia em mim" Imagem: RONALDO SILVA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Do UOL, em São Paulo

03/05/2021 14h38Atualizada em 03/05/2021 16h47

No primeiro dos 30 dias em que ficará no comando da prefeitura de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB-SP) disse, em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, que tomará decisões com a ajuda da equipe que faz parte da administração de Bruno Covas (PSDB), que tirou licença médica para tratar de um câncer.

"Sim, me sinto preparado. Gerir uma cidade é saber o que ela precisa. Tenho essa sensibilidade e preparo. E não farei nada sozinho", disse Nunes, vice-prefeito eleito que assumiu a gestão na manhã de hoje depois que a Câmara Municipal confirmou o recebimento do documento que comunicou a licença médica de Covas.

A entrevista foi publicada pelo jornal antes da divulgação da notícia de que Bruno Covas foi intubado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Sírio-Libanês após apresentar um sangramento no estômago. Nunes diz que o prefeito licenciado demonstrou confiança em seu trabalho.

"Toda decisão mais complexa que tiver de tomar será feita em comum acordo com a equipe e com o próprio Bruno. Ontem, quando ele me avisou sobre a licença, disse que confia em mim. Essa frase me marcou, lealdade é o que se espera da minha parte", disse.

Nunes chegou a assumir a gestão da prefeitura em janeiro, durante outra licença de Bruno Covas. Diante da confirmação de um período maior no cargo, ele diz que a postura será a mesma.

"Vou seguir o trabalho que está sendo feito. Bruno é o prefeito. Estou aqui interinamente. Vice é eleito para isso: auxiliar o prefeito e substituí-lo quando necessário. Estou muito tranquilo", afirmou.

Nunes elege como seu maior desafio neste período a redução na ocupação de leitos de UTI e de enfermaria para tratamento de doentes de covid-19 na cidade.

"Hoje, esses índices estão em 79% e 60%, respectivamente. Bruno tem orientado sobre isso, nosso controle é diário, quase hora a hora', disse, dizendo que novas unidades de Pronto Atendimento (UPAs) devem ser inauguradas nos próximos dias.

"Nossa preocupação em não deixar a população sem atendimento é enorme. Então, isso estará em meu radar o tempo todo", completou.

Covas anunciou que tiraria licença médica na tarde de ontem, depois de passar mal no fim de semana, com náuseas e vômitos. Ele foi ao hospital fazer exames, que apontaram uma lesão com sangramento na região da cárdia, que liga o esôfago ao estômago, onde o prefeito descobriu o primeiro tumor, em 2019.

Segundo comunicado oficial da Prefeitura de São Paulo, Covas está intubado e "recebendo as medidas adequadas de suporte clínico". Os médicos ainda não deram previsão de alta e as sessões de quimioterapia e imunoterapia, por enquanto, estão suspensas até a recuperação do prefeito. O sangramento abdominal está sob controle.

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