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Doria nega desânimo com pesquisa Datafolha e cita pleito de 2016

24 mar. 2021 - João Doria durante liberação de novas doses da CoronaVac ao PNI - Sergio Andrade/Governo do Estado de São Paulo
24 mar. 2021 - João Doria durante liberação de novas doses da CoronaVac ao PNI Imagem: Sergio Andrade/Governo do Estado de São Paulo

Leonardo Martins

Do UOL, em São Paulo

14/05/2021 18h36

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que não ficou desanimado com o resultado da última pesquisa Datafolha, que mostrou o tucano com apenas 3% das intenções de voto nas eleições presidenciais de 2022.

Doria disse que não leva em consideração pesquisas feitas com tanto tempo de antecedência e comparou o cenário atual com o pleito que enfrentou em 2016, quando disputou a Prefeitura de São Paulo.

"Não há desânimo, pelo contrário. Vou lembrar aqui a minha própria circunstância. Em 2016, depois de vencer as prévias do PSDB contrariando todas as expectativas, na primeira pesquisa do Datafolha em janeiro ou fevereiro eu tinha 3%. O mesmo 3% que a pesquisa aponta neste momento", disse.

O governador destacou que estava atrás de quase todos os quadros relevantes naquela época, como o ex-deputado Celso Russomanno (Republicanos), seguido pelo ex-prefeito Fernando Haddad (PT), pela senadora Marta Suplicy e pela ex-prefeita Luiza Erundina (PSOL). "Pesquisa não deve ser analisada como um indicador do futuro, apenas uma fotografia do cenário", completou.

As afirmações foram feitas na tarde de hoje durante a cerimônia de filiação do vice-governador, Rodrigo Garcia, ao PSDB, em um hotel na zona sul de São Paulo.

Doria quer ser o candidato do PSDB nas eleições de 2022 e enfrentará um duro caminho até o final das prévias internas do partido, marcadas para outubro deste ano. O atual governador do Rio Grande do Sul, o tucano Eduardo Leite (PSDB), e o senador Tasso Jereissati (PSDB) devem ser seus adversários no pleito interno.

Internamente, a equipe de Doria não vê chance do governador desistir de se candidatar à Presidência. Desde o ano passado, o tucano assumiu um antagonismo público contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e pretende usar a compra da vacina CoronaVac como trunfo político no pleito presidencial. Nas eleições de 2018, entretanto, os dois se apoiaram.

Doria deve apoiar o vice-governador e novo tucano, Rodrigo Garcia, nas eleições para o governo estadual.

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