PUBLICIDADE
Topo

Política

Conteúdo publicado há
15 dias

Funeral de Covas terá cortejo em SP e sepultamento em Santos, onde nasceu

Gabriela Varella e Leonardo Martins

Colaboração para o UOL e do UOL, em São Paulo

16/05/2021 10h53Atualizada em 16/05/2021 14h49

O corpo do prefeito licenciado de São Paulo, Bruno Covas, que morreu na manhã de hoje (16) em decorrência de um câncer, foi velado na sede da prefeitura no começo da tarde. Após a cerimônia, um cortejo em carro aberto vai percorrer parte da capital paulista e depois seguirá para Santos, cidade natal do prefeito, onde haverá o sepultamento.

Somente familiares e amigos próximos participam de uma cerimônia restrita. De acordo com a Prefeitura de São Paulo, a restrição visa evitar aglomerações na pandemia.

Ao entrar para o velório do prefeito, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse ao UOL que visitou Covas no hospital na última segunda-feira (10) e que conversaram, principalmente, sobre política. "Acabou sendo nossa despedida. Ficamos uma hora e vinte juntos", disse.

"Covas mostrou como sempre sua grandeza. Sua preocupação com a cidade, com o povo, pensando no PSDB. Ele sempre foi renovador. Queria um futuro melhor. Falava [de política] com altivez, com tranquilidade".

Cortejo

O cortejo com o corpo de Covas vai passar por locais como o Viaduto do Chá e Rua da Consolação, até chegar na região da Avenida Paulista. Veja o percurso divulgado pela prefeitura:

  • Edifício Matarazzo
  • Viaduto do Chá
  • Pça Ramos de Azevedo
  • R. Conselheiro Crispiniano
  • Largo Paissandu
  • Av. S. João
  • Av. Ipiranga
  • R. da Consolação
  • Túnel José Roberto Fanganiello Melhem
  • Av. Paulista
  • Praça Oswaldo Cruz

O corpo do prefeito vai ser sepultado em sua cidade natal, em Santos, no litoral paulista. A cerimônia será restrita aos familiares.

Morre Bruno Covas, prefeito de São Paulo; veja imagens da carreira política

Covas travou luta contra câncer

A morte de Covas foi confirmada por médicos do hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, às 8h20 deste domingo, em consequência do agravamento do câncer que tratava desde 2019. Ele estava em tratamento contra um câncer que surgiu entre o esôfago e o estômago e se espalhou por outras partes do corpo.

De acordo com o comunicado, Covas morreu "em decorrência de um câncer da transição esôfago gástrica, com metástase ao diagnóstico, e suas complicações após longo período de tratamento."

O prefeito estava no hospital desde 2 de maio. Covas deixa um filho de 15 anos. O prefeito em exercício Ricardo Nunes (MDB) agora assume o cargo em definitivo.

O tucano descobriu a doença em outubro de 2019 ao ser internado para tratar de uma infecção de pele. O tumor chegou a diminuir em 2020, mas outros reapareceram em novos pontos do fígado em fevereiro deste ano. Em abril, foram identificados também nos ossos. Em 2 de maio, foi internado no Sírio-Libanês, foi levado à UTI no dia seguinte e deixou a unidade em 4 de maio.

Porém, o estado clínico se agravou em 14 de maio. Às 19h30, o boletim médico assinado pelos médicos Luiz Francisco Cardoso e Ângelo Fernandez anunciou que o quadro era irreversível. A morte foi confirmada posteriormente.

Em sua trajetória política, inspirada no avô Mário Covas, o ex-prefeito foi deputado estadual por dois mandatos, deputado federal por dois anos, secretário na gestão de Geraldo Alckmin (PSDB) no governo de São Paulo e assumiu como vice-prefeito da capital em 2017. Em 2018, Bruno Covas assumiu a prefeitura quando o então prefeito João Doria (PSDB) lançou-se ao governo. Dois anos depois, o prefeito foi reeleito em segundo turno.

Durante a maior parte do tratamento, Covas seguiu à frente da Prefeitura de São Paulo. No ano passado, ele foi diagnosticado com covid-19, mas ainda pôde participar da reta final da campanha eleitoral na qual foi reeleito.

Política