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1 mês

'Negacionista compulsivo', 'bússola do caos': frases de Kátia Abreu na CPI

Kátia Abreu participou da CPI da Covid representando a bancada feminina do Senado - Jefferson Rudy/Jefferson Rudy/Agência Senado
Kátia Abreu participou da CPI da Covid representando a bancada feminina do Senado Imagem: Jefferson Rudy/Jefferson Rudy/Agência Senado

Do UOL, em São Paulo

18/05/2021 18h34

A senadora Kátia Abreu (PP-TO) foi um dos destaques da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid de hoje. Ela fez perguntas ao ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo, que depôs como testemunha na Comissão, representando a bancada feminina do Senado.

Ernesto e Kátia tiveram um desentendimento e trocaram ofensas públicas nos últimos dias do então ministro no cargo, em março. O reencontro dos dois, alguns meses depois, trouxe uma série de momentos marcantes. A senadora, por exemplo, afirmou que o ministro foi a "bússola" que direcionou o país para o caos.

Veja as frases de Kátia Abreu na CPI da Covid:

A diplomacia exercida pelo ex-ministro

O senhor é um negacionista compulsivo, omisso! O senhor no MRE foi uma bússola que nos direcionou para o caos, para um iceberg, para um naufrágio, bússola que nos levou para o naufrágio da política internacional, da política externa brasileira. Foi isso o que o senhor fez!"

O senhor colocou o Brasil na posição de irrelevância! E eu não aceito o meu País ser um país irrelevante! Não aceito que isso aconteça!"

Ele, agora há pouco, disse para nós aqui, para todos, que ele, durante a sua gestão, se preocupou demais com o meio ambiente. Isso aqui é preocupar com o meio ambiente? Isso aqui contribuiu de alguma forma com as relações do Brasil com o mundo?"
Kátia Abreu citou texto de Ernesto Araújo

O senhor criticou a nossa proximidade com a China, com a Europa, com os Brics e com os países da América Latina. O senhor de fato é um homem muito ousado, muito corajoso. Em algum momento, o senhor se lembrou que estava lançando ao mar todo o trabalho de anos da diplomacia brasileira?"

A responsabilidade de Ernesto Araújo na crise sanitária

É muito triste! Justamente a China tão atacada, Tedros Adhanom tão atacado, o Governo Biden tão atacado e hoje nós estamos nas mãos dessas pessoas que o senhor apoiou e ajudou a atacar com tanta força - na porta humilhando e pedindo vacinas. Eu não me importo de me humilhar, agora, o senhor deve desculpas ao País!"

Ainda lembro aqui, reitero, o seu artigo: 'Chegou o comunavírus'. É o título do artigo, 'comunavírus'. Isso não é um ataque? Eu queria saber se isso ajudou ou atrapalhou a compra de vacinas e as relações do Brasil com aquele país?"

A participação do ex-ministro da CPI

Eu imagino que o senhor tenha uma memória seletiva, para não dizer uma memória leviana. O senhor não se lembra de nada do que importa e do que ocorreu efetivamente; e se lembra de questões mínimas, supérfluas e até mesmo não verdadeiras, como o senhor vem fazendo aqui todo esse momento. A impressão que se tem é que existe um Ernesto que fala conosco, de que nós ouvimos a voz, e um outro Ernesto que eu não sei onde fica, nas redes, na internet, nos artigos, nos blogues, falando coisas totalmente diferentes."

O senhor está gostando da minha fala?"

Sobre os objetivos da CPI

E eu creio que para maioria da CPI, dos membros da CPI, o que tem valido mais - para cada um deles, na sua maioria - é encontrar os responsáveis e responder ao Brasil e às famílias dos mortos quem foram os responsáveis do Governo que permitiram que essa calamidade pudesse acontecer."

Eu, particularmente, quero, sim, encontrar toda a corrupção que possa ter sido praticada no Tocantins, que é o meu Estado; mas, em primeiro lugar, eu quero descobrir, antes de mais nada, quem foram os responsáveis pelas mortes dos brasileiros e dos tocantinenses até agora."

A CPI da Covid foi criada no Senado após determinação do Supremo. A comissão, formada por 11 senadores (maioria é independente ou de oposição), investiga ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia do coronavírus e repasses federais a estados e municípios. Tem prazo inicial (prorrogável) de 90 dias. Seu relatório final será enviado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.