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Pazuello disse que estava à disposição, mas achei prudente adiar, diz Aziz

Quando a sessão da CPI da Covid foi interrompida, ainda faltavam 24 senadores para falar com Pazuello - Jefferson Rudy/Agência Senado
Quando a sessão da CPI da Covid foi interrompida, ainda faltavam 24 senadores para falar com Pazuello Imagem: Jefferson Rudy/Agência Senado

Do UOL, em São Paulo

19/05/2021 19h50Atualizada em 19/05/2021 19h54

Presidente da CPI da Covid, o senador Omar Aziz (PSD-AM) explicou que a decisão por suspender a sessão de hoje da comissão partiu dele mesmo, e que mesmo tendo sentido um mal-estar, o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, se prontificou a continuar respondendo às perguntas dos senadores.

Quando a comissão foi interrompida, o senador Eduardo Braga (MDB-AM) se dirigia a Pazuello e ainda faltavam seis titulares, sete suplentes e mais dez não membros da CPI para falar.

"Ele estava à disposição, sim. Se teve — e o senador Otto [Alencar (PSD-BA)], como médico, atendeu —, qualquer um de nós pode ter um problema de saúde, passar dez horas sentado aí, sem se alimentar... O ministro Pazuello estava em plenas condições de continuar respondendo", disse Aziz durante coletiva transmitida pela CNN Brasil.

[Pazuello] Falou comigo sobre isso. 'Olha, estou à disposição'. Eu falei 'olha, ministro, tem 24 senadores para falar, não sabemos o horário que a sessão do Senado vai acabar, acho mais prudente a gente retomar amanhã, às 10h'. Mas vamos iniciar mais cedo, às 9h30.
Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI

"Já está recuperado"

Médico e um dos titulares da CPI da Covid, o senador Otto Alencar (PSD-BA) também confirmou que Pazuello "já está recuperado" e teria condições de continuar depondo aos parlamentares. Ele também criticou as declarações já feitas pelo ex-ministro, comparando-as ao depoimento do atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

"As respostas que o ex-ministro Pazuello deu para nós foram respostas um tanto quanto evasivas, como foi também com Queiroga. Ele não conseguiu responder às coisas e, quando respondeu, respondia de forma equivocada, errada. A declaração que ele dava não estava sintonizada com aquilo que aconteceu, e ele mostrou claramente que veio para proteger o presidente da República", avaliou.

O senador ainda contou sobre o momento do atendimento a Pazuello. Na ocasião, lembrou, Alencar foi à "sala do cafezinho" e encontrou o ex-ministro "muito pálido" e dizendo estar tonto. Mas a posição em que ele estava "não era condizente para ele se recuperar".

"Nós mudamos a posição dele, o deitamos no sofá, elevamos os membros inferiores para o sangue voltar a refluir para o cérebro. Ele ficou corado, sem problemas, estava respirando muito bem, podia perfeitamente continuar", afirmou. "Isso é muito comum. É a segunda vez que acontece no Plenário, acontece com quem está muito nervoso, emocionado ou fica muito tempo em pé."

Ele [Pazuello] poderia continuar, sem nenhum problema. Ele está corado, olha como ele está corado. Teve a síncope, mas já está recuperado.
Otto Alencar (PSD-BA), membro da CPI

A CPI da Covid foi criada no Senado após determinação do Supremo. A comissão, formada por 11 senadores (maioria era independente ou de oposição), investigou ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia do coronavírus e repasses federais a estados e municípios. Teve duração de seis meses. Seu relatório final foi enviado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.