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1 mês

Em igreja com Malafaia, Bolsonaro reitera que indicará evangélico ao STF

Bolsonaro participou de culto em Belém, ao lado do pastor Silas Malafaia, e reiterou que indicará evangélico ao STF - Reprodução / YouTube
Bolsonaro participou de culto em Belém, ao lado do pastor Silas Malafaia, e reiterou que indicará evangélico ao STF Imagem: Reprodução / YouTube

Do UOL, em São Paulo

18/06/2021 22h09Atualizada em 18/06/2021 23h49

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) reafirmou hoje que indicará um evangélico para a vaga de Marco Aurélio Mello no STF (Supremo Tribunal Federal). A fala foi feita em um culto dentro de uma igreja evangélica em Belém, onde o presidente estava, sem máscara, ao lado do pastor Silas Malafaia.

"Antes de passar a palavra para o Silas Malafaia, eu quero dizer o seguinte: fiz um compromisso há quatro anos com os evangélicos do Brasil. Nós indicaremos um evangélico para que o Senado aceite o seu nome e encaminhe para o Supremo Tribunal Federal", declarou Bolsonaro.

O presidente vem prometendo desde 2019 que indicará alguém "terrivelmente evangélico" para o STF. Em sua primeira indicação, porém, a promessa não foi cumprida. Bolsonaro indicou Kássio Nunes Marques, que é católico, como sucessor de Celso de Mello no fim de 2020.

No evento de hoje, o presidente disse ainda que foi colocado na presidência por Deus: "Tanto fizeram para me tirar o mandato, mas quem me colocou lá foi Ele. Eu só saio de lá se Ele quiser".

No UOL Entrevista de hoje, o ministro Marco Aurélio Mello falou sobre sua sucessão e disse que o escolhido "não pode ter paixões". Para ele, a religião não deve ser um fator determinante.

Bolsonaro atacou governadores, isolamento e CPI em evento com clima de campanha

Antes do culto em Belém, Bolsonaro esteve hoje em Marabá, no sul do Pará, onde entregou 50 mil títulos fundiários. Lá, também foi acompanhado por Malafaia no evento aberto no parque de exposições da cidade que teve clima de campanha eleitoral.

Durante seu discurso, o presidente afirmou que a "comissão da mentira" não "vai derrubar o governo federal", em referência aos trabalhos da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid.

Ele também atacou as medidas de isolamento social adotadas por governadores para tentar frear a transmissão da covid-19. "Eu lamento que muitos governadores no Brasil usurparam (os direitos constitucionais) e fecharam o comércio e obrigaram o povo a ficar em casa. Tiraram o sustento dos mais humildes", declarou ao dizer que 'essas atitudes não são recomendáveis'.

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