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Conteúdo publicado há
3 meses

Bolsonaro inicia alimentação bem, mas não tem previsão de alta, diz boletim

Do UOL, em São Paulo

16/07/2021 13h00Atualizada em 16/07/2021 23h46

Atualizado esta noite, o boletim médico de Jair Bolsonaro (sem partido) mantém a informação de que o presidente está se recuperando bem. Hoje, ele passou por um exame de tomografia computadorizada do abdômen e foi detectada uma melhora na suboclusão que ele está tratando.

Bolsonaro começou uma alimentação especial e teve bons resultados. Contudo, a equipe médica que o acompanha ressaltou não haver previsão para o presidente ser liberado do hospital.

Veja o boletim médico:

O Hospital Vila Nova Star informa que o Senhor Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, continua evoluindo satisfatoriamente. Nesta tarde, o paciente passou por exame de tomografia computadorizada do abdômen, que evidenciou melhora do quadro de suboclusão. O presidente aceitou bem o início da alimentação. Segue em cuidados clínicos, sem previsão de alta hospitalar.
Direção médica responsável

No início da tarde, os profissionais que cuidam de Bolsonaro divulgaram um boletim informando que Bolsonaro "permanece evoluindo satisfatoriamente, com a conduta médica inalterada". Ontem, o Palácio do Planalto havia informado que ele mantinha evolução clínica "satisfatória" e iniciaria a alimentação após retirar a sonda nasogástrica.

Segundo filho mais velho do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) compartilhou nas redes sociais um vídeo em que o pai aparece caminhando sem máscara no hospital. "Evoluindo bem. A caminhada é indicada pelos médicos para o retorno das atividades digestivas normais. Obrigado a todos pelas orações", escreveu.

Internação por obstrução intestinal

Bolsonaro está internado desde quarta-feira (14) no Hospital Vila Nova Star, na zona sul de São Paulo, para tratar uma obstrução intestinal. Os médicos estudam a necessidade ou não de uma cirurgia.

O primeiro boletim médico informou que Bolsonaro estava internado para "tratamento clínico conservador" para os problemas intestinais, ainda sem a previsão de cirurgia de emergência e sendo submetido a uma bateria de exames.

Segundo seu filho Eduardo, os médicos retiraram cerca de um litro de líquido acumulado no intestino de Bolsonaro. Isso que teria causado, diz Eduardo, fortes dores abdominais, que fizeram com que o mandatário saísse às pressas de Brasília e viesse a São Paulo.

Desde a facada que sofreu durante a campanha eleitoral em 2018, Bolsonaro foi submetido a seis cirurgias para refazer alças intestinais e diversos órgãos afetados. O presidente tem sofrido com intercorrências deste episódio e o último procedimento médico ao qual Bolsonaro foi submetido ocorreu em setembro de 2020.

Na última semana, Bolsonaro aparentou estar indisposto e com crises de soluços durante entrevistas, gravações e mesmo nas suas lives semanais, às quintas-feiras. Ele sentiu dores abdominais na madrugada de quarta-feira e foi encaminhado pela manhã para o Hospital das Forças Armadas, em Brasília, onde fez os primeiros exames.

A decisão de levar o presidente para a capital paulista foi do médico cirurgião Antônio Luiz Macedo, responsável pelas cirurgias no abdômen do presidente da República, decorrentes do ataque de 2018.

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