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Bolsonaro diz que estará 'onde o povo estiver em 7 de setembro'

O presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia de entrega de casas em Manaus - Reprodução/TV Brasil
O presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia de entrega de casas em Manaus Imagem: Reprodução/TV Brasil

Do UOL, em São Paulo

18/08/2021 12h34Atualizada em 18/08/2021 13h29

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse hoje que estará "onde o povo estiver" no dia 7 de setembro, data em que se comemora a Independência do Brasil e em que está marcada uma manifestação organizada por apoiadores do mandatário, em São Paulo, cuja pauta principal é o pedido pela implementação do voto impresso.

"Agora há pouco perguntaram para mim onde eu estarei por ocasião do dia 7 de setembro. Eu posso dizer para vocês, como sempre, que estarei onde o povo estiver", disse o presidente, durante cerimônia de entrega de moradias em Manaus, sem dar mais detalhes.

Na semana passada, Bolsonaro já havia acenado com a possibilidade de participar do ato na capital paulista.

Mesmo após a Câmara dos Deputados rejeitar a PEC do voto impresso, o presidente tem mantido o discurso contra o atual sistema de urnas eletrônicas, sem apresentar provas, e com alegações infundadas de fraudes em eleições passadas. Desde a adoção das urnas eletrônicas no Brasil, em 1996, nunca houve comprovação de fraude nas eleições.

Durante seu discurso na capital amazonense, o mandatário repetiu as críticas feitas a governadores por adotarem medidas restritivas para combater a covid-19 e disse novamente que o governado federal ficou "praticamente alijado" do combate à pandemia.

Em outras ocasiões, o presidente mentiu ao dizer ter sido proibido de adotar "qualquer ação" contra o coronavírus. Em abril, o STF (Supremo Tribunal Federal) reafirmou a autonomia de estados e municípios para adotar medidas de isolamento social e definir quais atividades serão suspensas, mas não tirou do governo o poder para atribuições relativas à pandemia.

Bolsonaro estava acompanhado de outras autoridades no evento, como o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, do Turismo, Gilson Machado, e do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni e do deputado federal Marco Feliciano (Republicanos-SP). A maioria das autoridades presentes não usava máscara de proteção.

Antes de Bolsonaro discursar, o pastor Silas Malafaia atacou o STF. "Supremo Poder é o povo. O povo é o Supremo Poder, não é caneta de ministro do STF e ninguém vai tirar um presidente legítimo com voto do povo na caneta", disse ele.

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