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1 mês

Schelp: Lula quer se mostrar como inocente ao cobrar mea-culpa da imprensa

Do UOL, em São Paulo

08/10/2021 13h16Atualizada em 08/10/2021 14h19

O colunista do UOL Diogo Schelp afirmou hoje, durante participação no UOL News, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Lula (PT) erra ao pedir mea-culpa da imprensa sobre a Lava Jato. Isso porque hoje, em entrevista coletiva em Brasília, o petista disse esperar que a mídia "assumisse que foi induzida ao erro". Para Schelp, isso não aconteceu.

"O ex-presidente Lula não foi inocentado, os processos, as condenações dele foram anuladas por uma questão processual, pelo fato de que ele não deveria ter sido julgado em Curitiba", disse.

Para o colunista, apesar de ser "um descalabro" a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) só ter acontecer após Lula ter sido condenado e preso, é preciso lembrar que o político foi julgado e condenado em 1ª e 2ª instâncias.

Na visão de Schelp, por tanto, o ex-presidente quer "aumentar os argumentos para se apresentar como inocente". O colunista também disse duvidar que Lula não tocará mais nesse tema, como sugeriu hoje, ao dizer que, após dois anos fora da prisão não quer "discutir isso daqui pra frente".

"É preciso lembrar que PT mesmo nunca fez mea-culpa dos escândalos de corrupção, do Petrolão, que existiu. Os desvios ocorreram e não há dúvida em relação a isso", finalizou.

Moro fora do debate público

Para Schelp, a indecisão do ex-juiz Sergio Moro sobre uma eventual candidatura no ano que vem dificulta a articulação. Segundo o colunista, muitos fatores vão na contramão do lançamento dele como candidato, entre eles a dificuldade para encontrar um partido que o lance como cabeça de chapa.

"Do ponto de vista eleitoral, a viabilidade dele, concorrendo contra Lula ou Jair Bolsonaro também não é nada garantido. A verdade é que ele joga parado. Ele ficou muito tempo fora do debate público", opina.

De acordo com o colunista, Moro já devia estar se preparando e conversando com pessoas importantes do cenário político para se lançar como presidenciável. Por isso, na visão de Schelp, o ex-juiz será candidato ao Senado, caso tente algum cargo no ano que vem.

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