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1 mês

Covid: Na contramão do governo, Moro defende vacinação para entrar no país

4.dez.19 - Sergio Moro, ex-juiz e ex-ministro da Justiça, em Brasília - Adriano Machado/Reuters
4.dez.19 - Sergio Moro, ex-juiz e ex-ministro da Justiça, em Brasília Imagem: Adriano Machado/Reuters

Do UOL, em São Paulo*

01/12/2021 07h50Atualizada em 01/12/2021 13h33

Reforçando suas divergências contra o atual governo para despontar como candidato à Presidência em 2022, Sergio Moro (Podemos) criticou hoje o presidente Jair Bolsonaro (PL) por sua "postura antivacina" e afirmou que essa atitude do chefe do Executivo "já foi longe demais". O ex-ministro da Justiça do governo atual disse ainda que defende a comprovação da vacinação contra a covid-19 para todos aqueles que entrarem no país.

Em sua conta no Twitter, Moro compartilhou uma matéria em que um diretor da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) solicita medidas mais duras do Governo Federal para combater o avanço da variante ômicron no país.

Ontem, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e o Instituto Adolfo Lutz confirmaram os dois primeiros casos importados da nova variante ômicron do coronavírus no Brasil. Segundo a secretaria estadual de Saúde e o Ministério da Saúde, os dois viajantes não têm registros de vacinas contra a doença.

Moro declarou que o Brasil deveria "exigir vacinação de quem ingressa no país" para tentar conter o avanço da variante ômicron no território nacional e não afetar ainda mais a economia brasileira.

"Para não comprometer ainda mais a saúde e a economia do Brasil, é preciso exigir vacinação de quem ingressa no país. Volto a dizer: com mais de 615 mil mortes, a postura antivacina do presidente já foi longe demais. Estamos falando de vidas humanas", escreveu o presidenciável.

Reunião

A declaração de Moro ocorre após a reunião entre representantes do governo e da Anvisa, na noite de terça-feira (30), para discutir um eventual aperto nas fronteiras aéreas do país em razão da variante ômicron do coronavírus terminar sem resolução.

Conforme mostrou o Broadcast Político, o encontro aconteceu no Palácio do Planalto e reuniu o diretor da Anvisa Alex Campos com os secretários-executivos dos Ministérios da Saúde, Casa Civil, Justiça e Infraestrutura. Os ministros não participaram.

Na saída da reunião, Campos limitou-se a dizer a jornalistas que não houve decisão e que aguarda a convocação de uma nova rodada de conversa pela Casa Civil.

A agência reguladora emitiu notas técnicas e tem ampliado pressão para a adoção do comprovante de vacinação no país, tanto nas fronteiras terrestres quanto aéreas.

Governo diz precisar de dados para restringir mais voos

O governo anunciou ontem que precisa de mais esclarecimentos antes de adotar a restrição de viagem recomendada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a mais quatro países, Angola, Malawi, Moçambique e Zâmbia, após a descoberta da nova variante ômicron do coronavírus.

A decisão foi comunicada pela Casa Civil após reunião conjunta com representantes dos ministérios da Saúde, Justiça e Segurança Pública, Infraestrutura, Relações Exteriores e da própria Anvisa.

Segundo a nota do órgão, a Secretaria de Vigilância em Saúde vai continuar monitorando a situação epidemiológica no mundo nos países com casos confirmados da mutação.

No sábado (27), a agência havia recomendado ampliar as restrições. Atualmente, as fronteiras aéreas estão fechadas para seis países: África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue.

Vacinação e mortes por covid

De acordo com as informações obtidas pelo consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte, junto às secretarias estaduais de Saúde, 133.784.419 pessoas tomaram a segunda dose ou a dose única de imunizante contra a doença no Brasil. O número equivale a 62,72% da população nacional.

Até ontem, o país também já registrou 614.754 mortes em decorrência da covid-19. Desde o início da pandemia, em março do ano passado, o Brasil já teve 22.093.195 diagnósticos positivos para a doença.

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