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5 meses

Time elege Elon Musk como pessoa do ano após Bolsonaro vencer voto popular

Editores da revista Time não escolhem Jair Bolsonaro (PL) como personalidade do ano após presidente ser eleito na categoria por votação popular - Adriano Machado/Reuters
Editores da revista Time não escolhem Jair Bolsonaro (PL) como personalidade do ano após presidente ser eleito na categoria por votação popular Imagem: Adriano Machado/Reuters

Do UOL, em São Paulo*

13/12/2021 09h44Atualizada em 13/12/2021 12h56

A revista Time divulgou hoje sua escolha para Pessoa do Ano: o fundador da Tesla e empreendedor espacial Elon Musk, de 51 anos, coroando a montanha-russa que 2021 representou para o magnata do setor de tecnologia.

Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro (PL) foi eleito personalidade do ano de 2021 por voto popular, após a mobilização de conservadores, em uma enquete feita anualmente pela publicação na internet. Uma votação não tem relação direta com a outra, embora os editores da Time possam concordar com o resultado da enquete.

Ao anunciar o vencedor hoje, a Time ressaltou que Elon Musk é uma pessoa influente na Terra e fora dela —o bilionário é dono da montadora Tesla, que agora aposta em carros autônomos, e da SpaceX, que em setembro fez o primeiro voo espacial com civis para orbitar a Terra e tem um contrato exclusivo com a agência espacial Nasa para colocar astronautas americanos na Lua.

Segundo a Time, a Tesla controla dois terços do mercado de veículos elétricos, avaliado em US$ 1 trilhão. Somadas, as empresas fizeram de Elon Musk o homem mais rico do mundo, com um patrimônio líquido de mais de US$ 250 bilhões.

Este é o homem que aspira salvar nosso planeta e nos dar um outro para habitarmos: palhaço, gênio, provocador, visionário, industrial, 'showman', cafajeste; um híbrido louco de Thomas Edison, P.T. Barnum, Andrew Carnegie e 'Doutor Manhattan', o homem-deus de pele azul que inventa carros elétricos e se muda para Marte.
Trecho da revista Time sobre Elon Musk

Capa da Time com Elon Musk - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Os editores ainda lembram que "com um estalar de dedos", Musk faz os mercados subirem ou caírem e que tem um "exército de pessoas devotadas" ao redor do mundo.

"A Personalidade do Ano é um marcador de influência, e poucos indivíduos tiveram mais influência do que @elonmusk na vida na Terra, e potencialmente na vida fora da Terra também", tuitou o editor-chefe da Time, Edward Felsenthal, ao anunciar o vencedor.

Em 2019 e 2020, o presidente Bolsonaro foi incluído na lista das 100 pessoas mais influentes, também elaborada pela revista Time. O documento inclui figuras de artistas, empresários, empreendedores e líderes mundiais. No ano passado, o youtuber Felipe Neto também foi um dos agraciados.

Agora, em 2021, a única brasileira na lista é a empresária Luiza Trajano. Essas escolhas também ficam a cargo dos editores da revista. Os nomes são selecionados de acordo com o grau de influência, não importando o mérito das ações de cada um dos ali citados.

Bolsonaro foi escolhido por voto popular

Na semana passada, Bolsonaro foi eleito a personalidade do ano numa enquete aberta ao público. O presidente brasileiro recebeu 24% dos 9 milhões de votos totais computados de forma online.

Na sequência, aparecem o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, com 9%, e, em terceiro, com 6,3% dos votos, profissionais de serviços de saúde que atuaram contra a covid-19.

Segundo as regras, o prêmio é concedido a quem mais influenciou os acontecimentos dos últimos 12 meses, "para melhor ou pior".

Após o resultado, a Time destacou a alta taxa de rejeição do mandatário brasileiro e a lista de polêmicas envolvendo Bolsonaro. A publicação cita que o presidente foi recentemente criticado pelo STF (Supremo Tribunal Federal), que ordenou uma investigação oficial sobre os comentários feitos pelo presidente no dia 24 de outubro, alegando falsamente que tomar as vacinas contra a covid-19 poderia aumentar a chance de contrair Aids.

A Time também lembra que um relatório produzido pelo Senado, em outubro, recomendou que o presidente fosse indiciado por várias acusações criminais por administrar mal a resposta do país à pandemia da covid-19. O número de mortos em razão da doença, desde o início da crise sanitária no Brasil, chegou a 615.789.

*Com informações de ANSA e da AFP.

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