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Barroso ironiza eventual ajuda russa com urnas: 'Programa humorístico'

Presidente do TSE, o ministro Luís Roberto Barroso, afirmou que especialidade russa é mais ataque do que defesa no campo cibernético - Reprodução
Presidente do TSE, o ministro Luís Roberto Barroso, afirmou que especialidade russa é mais ataque do que defesa no campo cibernético Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

16/02/2022 09h48Atualizada em 16/02/2022 12h39

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Luís Roberto Barroso, ironizou uma eventual ajuda da Rússia para a segurança das urnas eletrônicas, tema que deve ser discutido na reunião entre o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o presidente russo Vladimir Putin.

Em entrevista à jornalista Andreia Sadi, do canal Globo News, o ministro disse que talvez a pergunta coubesse mais a um programa humorístico do que para ele.

"Talvez isso fosse mais para um programa humorístico do que para mim. E talvez você devesse perguntar nos EUA a participação da Rússia nos ataques às candidaturas usando as redes sociais. Isso foi, inclusive, objeto de uma investigação pelo Congresso Nacional de lá", respondeu o ministro, ao ser questionado sobre qual contribuição a Rússia poderia dar ao sistema eleitoral brasileiro.

A pergunta de Sadi foi baseada em uma reportagem do jornal O Globo, que diz que Bolsonaro vai buscar cooperação russa na área de segurança digital. O país, porém, é acusado pelos Estados Unidos de promover ataques cibernéticos em todo o mundo.

Barroso continuou, dizendo ter apreço pela nação do leste europeu. "Eu até tenho muito apreço pelo país, pelo povo russo, pela música e a literatura. Mas talvez, em termos de proteção e cibersegurança, lá, a especialidade seja mais ataque do que defesa", afirmou.

Um relatório do Congresso norte-americano concluiu que os russos interferiram nas eleições que elegeram Donald Trump à presidência dos EUA em 2016, com ataques que prejudicaram a adversária dele, Hillary Clinton. A Rússia nega.

No ano passado, o presidente dos EUA, Joe Biden, acusou um grupo de hackers russo de promover o ataque cibernético que forçou o fechamento de uma das maiores redes de oleodutos do país.

Fachin também fez alerta

O ministro Edson Fachin, que assumirá a presidência do TSE na próxima terça-feira (22), também advertiu sobre o risco de ataques cibernéticos russos.

"Há riscos de ataques de diversas formas e origem. Tem sido dito e publicado, por exemplo, que a Rússia é um exemplo dessas procedências. O alerta quanto a isso é máximo e vem crescendo", disse ele em reunião da transição das gestões ontem, ressaltando que a segurança cibernética será uma de suas prioridades neste ano.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo publicada hoje, Fachin disse que a Justiça Eleitoral brasileira já pode estar sob ataque de hackers e citou a Rússia, "que não têm legislação adequada de controle".

"Em relação aos hackers que advêm da Rússia, os dados que nós temos dizem respeito a um conjunto de informações que estão disponíveis em vários relatórios internacionais e muitos deles publicados na imprensa. Há relatórios públicos e relatórios de empresas privadas, que a Microsoft fez publicar perto do fim do ano passado, que (mostram que) 58% dos ciberataques têm origem na Rússia."

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