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NYT: Bolsonaro decidiu encontrar Putin após não receber ligação de Biden

Bolsonaro e Putin se reúnem hoje no Kremlin, sede do governo russo - Pavel Golovkin/Pool via REUTERS
Bolsonaro e Putin se reúnem hoje no Kremlin, sede do governo russo Imagem: Pavel Golovkin/Pool via REUTERS

Do UOL, em São Paulo

16/02/2022 08h15Atualizada em 16/02/2022 10h23

O presidente Jair Bolsonaro (PL) decidiu se reunir com o líder da Rússia, Vladimir Putin, após não receber uma ligação do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, diz o jornal New York Times.

Segundo relato feito em anonimato por duas fontes oficiais do governo americano ao jornal norte-americano, Bolsonaro fez cobranças para que os líderes se encontrassem ou pelo menos conversassem por ligação. Os EUA, no entanto, não retornaram aos contatos feitos por Bolsonaro.

Ainda de acordo com a reportagem, Bolsonaro avisou as autoridades americanas que se reuniria com outra potência mundial se continuasse sem retorno. Em dezembro, então, o presidente brasileiro aceitou convite de Putin para uma viagem a Moscou. Bolsonaro se reuniu hoje com o presidente russo.

Após a confirmação da viagem de Bolsonaro à Rússia, o NYT diz que a Casa Branca "não ficou feliz" com a situação e entrou em contato com o governo brasileiro duas vezes. Segundo a reportagem, a administração Biden procurou o Brasil para "transmitir a sua preocupação de que era um mau momento para viajar para Moscou, dadas as negociações em curso sobre a Ucrânia".

O UOL entrou em contato com a Secretaria de Comunicação (Secom) da presidência da República e aguarda retorno.

Tensão entre Rússia e Ucrânia

A reunião entre Bolsonaro e Putin ocorre em meio a uma escalada de tensão com a Ucrânia e à possibilidade de uma guerra, o que levou preocupação a toda a comunidade internacional.

Líderes do Ocidente têm ameaçado o presidente russo, Vladimir Putin, com a aplicação de sanções severas caso o conflito aberto seja instalado. O chanceler alemão, Olaf Scholz, falou em sanções imediatas "reações duras".

Apesar das ameças, o Kremlin mantém um amplo contingente militar nos arredores da fronteira com a Ucrânia.

Na manhã de hoje, o governo Putin anunciou o início da retirada de parte das tropas que se exercitavam perto das fronteiras do vizinho. A notícia foi bem recebida pela comunidade internacional e ajudou a aliviar um pouco o clima de acirramento, porém ainda não foi descartada a hipótese de conflito armado.