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Jair Renan diz que apanha da mãe e Bolsonaro faz terror psicológico com ele

Colaboração para o UOL, em Maceió

01/07/2022 12h59Atualizada em 01/07/2022 14h37

Jair Renan, quarto filho do presidente Jair Bolsonaro (PL), fruto do casamento com Ana Cristina Valle, revelou que seu pai faz "terror psicológico" com ele. Conhecido como "filho 04" de Bolsonaro, ele também declarou que apanha da mãe.

Em seu podcast "Zer04", Jair Renan recebeu o cantor Negão da BL como convidado, e eles falaram sobre a relação entre pais e filhos. Ao abordar sua convivência com Bolsonaro, Jair Renan contou que o pai o "prendia" muito e não dava a liberdade que ele queria, e que isso era motivo de muita "desavença" e "briga" entre os dois.

"Meu pai me prendia muito, fui conhecer o mundo de 16 para 17 anos, [antes era] só desavença, só brigava comigo, só fazia merda também. Até hoje, tive oportunidade de fazer muita merda, não perdi nenhuma! Hoje em dia sou mais centrado. Hoje em dia vejo o exemplo que ele e minha mãe queriam dar para mim", declarou.

Na sequência, Jair Renan disse que o pai faz "terror psicológico" e afirmou que prefere apanhar a que "falem em seu ouvido".

"Minha mãe me bate e ele [meu pai] faz terror psicológico. Eu prefiro que me bata do que faça minha cabeça, falar no meu ouvido. Aquilo que eu fico duas semanas pensando no que ele falou", contou, ressaltando que, após Bolsonaro terminar o casamento com Ana Cristina, ele passou seis anos morando com o pai, enquanto a mãe foi morar no exterior.

"Depois que terminou o casamento com meu pai, minha mãe foi morar fora. Fiquei cinco ou seis anos com meu pai. Hoje moro com ela", completou.

Na entrevista, Jair Renan evitou falar de política, mas afirmou que a relação entre pessoas em Brasília "é diferente de qualquer lugar do Brasil" devido aos "puxa-saco", à falta de confiança e à inveja que um sente do outro.

"Aqui em Brasília é até engraçado. É diferente de qualquer lugar do Brasil, aqui tem baba ovo, puxa-saco, um dando pernada em outro. Os influenciadores se matam, ninguém quer ver o outro crescer. Ainda mais por ser capital do país, cidade política, o negócio aqui é intenso", disse. "Quando saí do Rio e vim para cá, foi um choque de realidade, bem pior. Para você crescer, se apoiar, sempre tem alguém? Se você acha que o Rio de Janeiro tem malandro, você não viu Brasília", concluiu.