Conteúdo publicado há 8 meses

Sem Moser, Fufuca toma posse no Esporte: 'Me julguem pela minha gestão'

O novo ministro do Esporte, André Fufuca (PP), pediu que fosse julgado "pelo seu trabalho" durante a cerimônia de transferência de cargo hoje em um discurso cheio de recados.

O que Fufuca disse

Fufuca foi empossado pelo presidente Lula (PT) em cerimônia fechada no Palácio do Planalto nesta manhã. De saída conturbada, a ex-ministra Ana Moser, lembrada e elogiada em seu discurso, não lhe passou o cargo. Quem o precedeu foi o ministro Flávio Dino (Justiça), seu conterrâneo do Maranhão.

O novo ministro pediu confiança, paciência e que seja julgado apenas pela sua gestão. "Não pela minha idade, não pelo preconceito ou pelo nome. E após a minha gestão, avalie se eu mereço ou não o voto de confiança e o aplauso de cada um de vocês", pediu.

Ele criticou ainda os que tem feito "trocadilhos" com o seu nome "Fufuca" e classificou os ataques como "infantis" e "preconceituosos".

Tenho visto, especialmente nos últimos dias, que não havendo como me desqualificar, muitos têm feito trocadilhos e piadas com o meu nome. Triste é aquele que busca desesperadamente desmerecer as pessoas, a partir de ataques infantis e preconceituosos, que devo dizer, com muita tranquilidade, não me atingem.
André Fufuca, ministro do Esporte

Silvinho e Fufuca foram alçados aos cargos pelo centrão durante a minirreforma ministerial anunciada na semana passada. Seus partidos, PP e Republicanos, tinham a expectativa de que Lula organizaria uma cerimônia semelhante à oferecida ao ministro Celso Sabino (Turismo), em agosto.

Lula não participou da cerimônia, recheada de ministros do governo e com poucos representantes do PP. Era esperada a presença do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que bancou seu nome, mas ele estava em votação na Casa. O líder do partido, deputado Dr. Luizinho (PP-RJ), o representou.

Fufuca e o colega Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), que também tomou posse hoje, foram alçados aos cargos pelo centrão durante a minirreforma ministerial anunciada na semana passada. Seus partidos, PP e Republicanos, tinham a expectativa de que Lula organizaria uma cerimônia semelhante à oferecida ao ministro Celso Sabino (Turismo), em agosto.

Apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições do ano passado, Fufuca elogiou Lula e comparou o novo cargo a um campeonato de primeira divisão.

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Eu tenho certeza absoluta de que essa cerimônia de hoje será importante pelo resto da minha vida, não só pelo cargo, mas especialmente porque, a partir de hoje, pelo resto da minha vida, passar a ter uma marca que me definirá como pessoa, ter sido ministro do governo do presidente Lula.
André Fufuca, ministro do Esporte

Lula dá ministérios a PP e Republicanos

André Fufuca leva esse nome em referência ao pai, Fufuca Dantas, que foi deputado estadual e hoje é prefeito de Alto Alegre do Pindaré, no Maranhão.

Em terceiro mandato na Câmara, André Fufuca foi inicialmente eleito pelo Patriota (então PEN) e está no PP desde 2016. Ele é tido com um dos políticos mais próximos de Arthur Lira. O presidente da Câmara não compareceu à cerimônia de hoje.

Na semana passada, Lula chamou a ministra Ana Moser para uma conversa reservada no Palácio do Alvorada, e anunciou a ela sua decisão de retirá-la do comando do Ministério do Esporte.

Durante a campanha, Lula chegou a prometer que, no governo dele, o Esporte não seria "moeda de troca". A nomeação de Fufuca sela a entrada no governo do PP, partido do presidente da Câmara Arthur Lira, o que em tese amplia a "governabilidade".

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Silvio Costa assume Portos e Aeroportos com choro

Também hoje, Silvio Costa Filho, novo ministro de Portos e Aeroportos, assumiu o cargo. Ele disse que este é um momento de "conciliação". "Vamos, juntos, trabalhar para poder unir Pernambuco, mas sobretudo unir o Brasil. Não é hora de diferenças, é hora de convergências para a gente trabalhar por um futuro melhor", afirmou.

Silvio Costa também agradeceu ao presidente Lula pela oportunidade: "Agora assumo a maior responsabilidade das nossas vidas, que é poder ser ministro do Brasil. E, mais do que isso, ser ministro do presidente Lula, que sem dúvida alguma foi e é o maior presidente da história do Brasil", disse.

Seu discurso foi emotivo e de forte tom elogioso a Lula, quem sempre apoiou, embora seja do Republicanos. Ele também elogiou a gestão de França à frente da pasta e falou em continuidade de projetos, incluindo a campanha pela diminuição do preço das passagens aéreas.

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