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OpiniãoPolítica

Kennedy: Caso de Gayer mostra urgência de discutir imunidade parlamentar

O caso envolvendo o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), condenado pela Justiça do Trabalho por assédio eleitoral, comprova a necessidade de se discutir a imunidade parlamentar, afirmou o colunista Kennedy Alencar durante participação no UOL News desta quarta (27).

Esse deputado é uma figura abjeta. É racista, usa fake news... Deputados desse tipo têm que levar o Congresso a rediscutir os limites da imunidade parlamentar, que não pode servir de escudo para o cometimento de crimes. Kennedy Alencar, colunista do UOL

Kennedy se referiu também à participação de Gayer em um podcast, quando o deputado bolsonarista proferiu falas de teor racista. O colunista reforçou que as atitudes do parlamentar ajudam a alimentar a disseminação do ódio e, por isso, devem ser combatidas com rigor.

Considero uma das piores figuras do Congresso Nacional. É uma figura desprezível, que não merece crédito e nem nossa atenção. Só a condenação pela forma como atua na política. É esse tipo de gente que estimula o ódio na política, o preconceito e ajuda a aumentar a violência no debate público no Brasil. Misógino, racista e mentiroso. Kennedy Alencar, colunista do UOL

O que aconteceu

Condenação ocorre após denúncia feita ao MPT (Ministério Público do Trabalho) de Goiás. Em outubro do ano passado, o MPT recebeu denúncia de que Gayer estava indo a empresas para coagir trabalhadores a votarem em Jair Bolsonaro. A informação era acompanhada de um vídeo que mostrava o parlamentar nos estabelecimentos. O denunciante pediu sigilo de sua identidade.

Cappelli sobre ameaça a Lula: 'Incentivar crimes nas redes é inaceitável'

O ministro da Justiça em exercício Ricardo Cappelli afirmou ser "inaceitável" incentivar crimes nas redes sociais, em referência à suposta ameaça sofrida por Lula no X (antigo Twitter). Ele explicou que encaminhou ontem um pedido à Polícia Federal para apurar a suposta ameaça ao presidente.

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Não é aceitável que as pessoas utilizem as redes sociais para incentivar crimes, principalmente que dizem respeito às autoridades do Brasil. Liberdade de expressão não se confunde com liberdade para praticar crimes. O que é crime no mundo real também é no virtual.

Não se pode ir às redes e ficar incentivando vaquinha para comprar rifle de precisão para acertar o presidente da República e achar que isso é normal. Esses crimes de incentivo à violência e de ódio nas redes precisam e devem ser tratados na forma da lei. Ricardo Cappelli, ministro da Justiça em exercício

Cappelli: 8/1 será dia de celebração democrática; não há nada que gere preocupação maior

Ao comentar sobre o ato que marcará um ano do 8 de janeiro, Cappelli disse não haver até o momento "qualquer informação que gere preocupação" para a realização da cerimônia em Brasília. Para o evento, que contará com presença maciça de autoridades, o ministro em exercício reiterou que haverá segurança reforçada e que será um dia de "celebração democrática".

Até o momento, não temos nenhuma informação que gere preocupação maior. Esse é um monitoramento diário e as inteligências. Será um dia histórico, de celebração do fortalecimento da democracia brasileira e das instituições. (...) Haverá reforço [na segurança]. Teremos as principais autoridades do Brasil no ato, mas até o momento, nada excepcional. Ricardo Cappelli, ministro da Justiça em exercício

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