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Josias: Financiadores detidos não são tão expressivos; há gente mais graúda

Os empresários detidos pela Polícia Federal por ajudarem a financiar os atos golpistas de 8/1 são apenas "financiadores miúdos", mas é bom que a polícia esteja ocupado com eles, disse o colunista do UOL Josias de Souza no UOL News da manhã desta quinta-feira (29).

Quer me parecer que estamos diante de pequenos financiadores. São dois donos de uma rede atacadista do Distrito Federal com algumas filiais em Goiás. Não me parece que isso seja o primeiro escalão do financiamento do golpe, estamos falando de financiadores miúdos.

Muito bom que a polícia esteja se ocupando dos financiadores, mas já mencionamos que é preciso ver o que dizia Mauro Cid quando se referiu aos R$ 100 mil que ele mandaria para um oficial que estava trazendo os tais kids pretos do Rio de Janeiro. É preciso ver o que Mauro Cid quis dizer que empresário do agro estava financiando acampamento e carro de som em Brasília.

Esse pedaço da investigação avança em conta-gotas, de uma forma lenta, mais lenta do que o desejável. Estamos diante de financiadores que não são os mais expressivos, há outros que estavam muito próximos de Bolsonaro, gente mais graúda. É esperado que a investigação avance em relação aos financiadores de forma tão intensa quanto chegou aos que executaram o quebra-quebra.

Os detidos

Joveci Xavier Andrade, 55 anos, foi preso no Distrito Federal. O empresário é investigado como um dos financiadores de acampamentos bolsonaristas após as eleições. A informação foi divulgada pela TV Globo e confirmada pelo UOL.

Outro preso é Adauto Lúcio de Mesquita, 56. Ele também é investigado, pela Polícia Civil do DF, pela suspeita de ser um dos financiadores do acampamento antidemocrático montado em frente ao QG do Exército. A CPI dos atos golpistas na Câmara Legislativa do DF apontou os dois como sócios da rede Melhor Atacadista. Atualmente, porém, o nome de Andrade não aparece mais no CNPJ da empresa.

Terceiro empresário preso é Diogo Galvão, 36. Ele foi detido em São Paulo. Ativista de Campinas, Galvão trabalha em uma empresa da família, no ramo de madeiras. Ele apareceu no vídeo de convocação e transmitiu ao vivo a manifestação em Brasília, publicando fotos de dentro dos prédios invadidos.

Mesquita e Andrade bancaram um trio elétrico e tendas usadas no acampamento dos manifestantes bolsonaristas em Brasília. Os pagamentos foram comprovados por quebras de sigilo bancário pedidas pela CPI dos atos golpistas na Câmara Legislativa do DF.

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