Conteúdo publicado há 1 mês

X diz estar 'dedicado' a não fechar escritório e manter operação no Brasil

A rede social X diz estar 'dedicada' a não fechar escritório no Brasil e a manter operação no país.

O que aconteceu

A plataforma afirma que trabalha "ativamente" para continuar operando no Brasil. "Acreditamos que o acesso ao X é vital para que o povo do Brasil se envolva em um diálogo aberto e permaneça conectado com informações em nível global", diz nota da rede social. Veja a íntegra no fim da reportagem.

Nosso compromisso com a proteção da liberdade de expressão no Brasil e em todas as partes do mundo é inabalável, e continuaremos a tomar as medidas necessárias para defender esse direito fundamental.
X, em perfil de assuntos governamentais globais

Duelo entre Musk e Alexandre de Moraes

Dono do X (antigo Twitter), Musk tem feito críticas ao ministro do STF. Em ataques publicados na plataforma no último final de semana, o bilionário ameaçou não cumprir decisões judiciais sobre restrição ou bloqueio de perfis no X.

O bilionário acusa Moraes de "censura agressiva". Ele diz que as decisões de Moraes "violam a lei brasileira". Musk fez o comentário compartilhando uma sequência de publicações do jornalista norte-americano Michael Shellenberger com o título "Twitter Files Brasil".

Para o dono do X, o ministro "colocou dedo na balança para eleger Lula". O empresário questionou por que os congressistas brasileiros não promovem ações contra o ministro, sugeriu que Moraes ajudou Lula nas eleições e, por esse motivo, o petista "não tomará nenhuma atitude contra ele".

Moraes mandou abrir inquérito contra Musk

O ministro determinou a instauração do inquérito em decisão proferida no domingo (7). O documento exige a apuração em relação aos crimes de obstrução à Justiça, inclusive em organização criminosa, e incitação ao crime. No sábado (6), o bilionário anunciou que estava retirando todas as restrições de contas no X determinadas pelo Judiciário brasileiro.

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Moraes também exigiu a inclusão de Musk como investigado no inquérito das milícias digitais. Ele argumenta que a inclusão seria por, em tese, "dolosa instrumentalização criminosa da provedora de rede social X, em conexão com os fatos investigados" em outros inquéritos na Suprema Corte, incluindo o inquérito das milícias digitais. Esse processo que apura a existência de ações antidemocráticas com grande quantidade de informações falsas nas redes sociais, e seu financiamento.

Em resposta, o X no Brasil disse que não tem poder de controlar a rede social. A plataforma se manifestou ao STF para dizer que não é a responsável pelo cumprimento de medidas judiciais e outras decisões operacionais. Moraes rebateu dizendo que a resposta beira e "ma-fé".

Veja a íntegra da nota do X

O X está dedicado a preservar nosso escritório e operações no Brasil, pois entendemos a importância de manter nossa presença na região. Estamos trabalhando ativamente para garantir que o X permaneça acessível no Brasil, permitindo que as pessoas expressem livremente seus pensamentos e opiniões. Acreditamos que o acesso ao X é vital para que o povo do Brasil se envolva em um diálogo aberto e permaneça conectado com informações em nível global. Nosso compromisso com a proteção da liberdade de expressão no Brasil e em todas as partes do mundo é inabalável, e continuaremos a tomar as medidas necessárias para defender esse direito fundamental.

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