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Epidemia de coronavírus deixa mais de 460 mortos na Itália

Equipe médica com roupa de proteção trata paciente com coronavírus em UTI de hospital em Cremona, no norte da Itália - LA7 PIAZZAPULITA
Equipe médica com roupa de proteção trata paciente com coronavírus em UTI de hospital em Cremona, no norte da Itália Imagem: LA7 PIAZZAPULITA

Da ANSA

09/03/2020 16h02

A Defesa Civil da Itália anunciou hoje que o número de mortos no país em decorrência do novo coronavírus subiu para 463, um aumento de 97 vítimas em relação ao último balanço. Segundo o chefe da Proteção Civil, Angelo Borrelli, a quantidade de pessoas contaminadas aumentou mais 1.598, totalizando 7.985 casos ativos de infecções.

Ao todo, a doença já infectou 9.172 pessoas, incluindo 724 indivíduos já recuperados. Até o momento, existem 4.316 pacientes internados com sintomas, 733 em terapia intensiva e 2.936 em isolamento domiciliar.

A maior parte das 463 vítimas tinha idade avançada, entre 50 e 101 anos, e sofria de outros problemas de saúde.

A região mais atingida continua sendo a Lombardia, no norte da Itália, com 5.469 casos positivos. Do total de contágios ativos, 2.802 estão hospitalizados e 440 pacientes foram colocados em terapia intensiva.

Já na Emília-Romagna são 1.386 pacientes, seguida do Vêneto (744), Piemonte (350), Marcas (323), Toscana (208), Campânia (120), Ligúria (109), Lazio (102), Friuli Venezia Giulia (93), Sicília (54), Puglia (50), Abruzzo (30), Vale de Aosta (15), Trento (33), Molise (14), Úmbria (28), Bolzano (9), Calábria (11), Sardenha (19) e Basilicata (5).

Neste final de semana, o primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, assinou um decreto que coloca em isolamento a Lombardia, cuja capital é Milão, e 14 províncias de outras quatro regiões, incluindo Veneza, por causa da epidemia.

Entre as medidas há a proibição de entrada e saída nesses territórios. Além disso, há restrições para bares e restaurantes. Museus e pontos turísticos foram fechados. A princípio, as restrições serão válidas até o próximo dia 4 de abril.

O Ministério do Interior também disponibilizou um formulário para as pessoas que pretendem entrar ou sair das áreas colocadas em isolamento pelo governo: Pádua, Treviso e Veneza, no Vêneto; Modena, Parma, Piacenza, Reggio Emilia e Rimini, na Emilia-Romagna; Pesaro e Urbino, em Marcas; e Alessandria, Asti, Novara, Verbano-Cusio-Ossola e Vercelli, no Piemonte.

Durante a coletiva hoje, o ministro de Assuntos Regionais, Francesco Boccia, por sua vez, ainda anunciou que o governo italiano decidiu encerrar todas as atividades das estações de esqui do país a partir de amanhã.

Mais cedo, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou que a "ameaça de uma pandemia" do novo coronavírus "se tornou muito real".

"Agora que o coronavírus se espalhou para muitos países, a ameaça de uma pandemia se tornou muito real", afirmou durante entrevista coletiva em Genebra (Suíça). De acordo com Ghebreyesus, apesar de tudo, esta "seria a primeira pandemia da história que poderia ser controlada".

Até o momento, a doença já matou quase 4.000 pessoas e contaminou outras 110 mil no mundo inteiro.

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