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Coronavírus: Merkel acredita que ao menos 60% do povo alemão será afetado

A chanceler alemã Angela Merkel em coletiva de imprensa sobre o novo coronavírus - Tobias Schawrz/AFP
A chanceler alemã Angela Merkel em coletiva de imprensa sobre o novo coronavírus Imagem: Tobias Schawrz/AFP

Do UOL, em São Paulo

11/03/2020 09h59

A chanceler alemã Angela Merkel disse que as autoridades acreditam que 60% a 70% da população acabará sendo infectada pelo novo coronavírus. Enquanto na China os casos da covid-19 diminuem, a disseminação da doença cresce na Europa.

Durante uma coletiva de imprensa sobre o tema em Berlim, junto com o ministro da Saúde, Jens Spahn, Merkel disse que é importante não sobrecarregar o sistema de saúde. Até o momento, o país registra mais de 1.200 casos confirmados e duas mortes.

Segundo a rede de televisão norte-americana CNN, ela observou que todos os países europeus foram afetados, enviando pensamentos especiais a Itália na luta contra o vírus, onde mais de 10 mil pessoas foram infectadas e ao menos 631 morreram.

Merkel disse que os países deveriam se concentrar e apoiar a pesquisa, acrescentando que a Alemanha lidaria com a crise de maneira descentralizada.

"Estamos em uma situação em que não sabemos muitas coisas, e o que não sabemos, precisamos levar a sério", disse a chanceler.

Governos da UE aumentam ações

Uma pessoa de 90 anos morreu na Bélgica vítima do novo coronavírus, o primeiro caso fatal no país vinculada à epidemia. O país registra 267 casos da covid-19.

Com 1.622 casos e 35 mortos, de acordo com o balanço do Ministério da Saúde divulgado ontem à tarde, a Espanha é agora um dos países mais afetados do mundo e o mais afetado na Europa, depois da Itália.

Ontem, os líderes europeus concordaram em financiar pesquisadores para desenvolver vacina contra o novo coronavírus e adotar ações coordenadas para a aquisição de medicamentos, aparelhos médicos e equipamento de proteção hospitalar. Além disso, os estoques serão inventariados e a capacidade de produção de remédios avaliados para ajudar a preparar os sistemas de saúde do bloco.

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* Com informações da AFP e RFI

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