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SP: Hospitais de campanha atendem 2 mil e evitam 'colapso', diz Prefeitura

Hospital de campanha do Anhembi é uma das três unidades temporárias na capital - Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo
Hospital de campanha do Anhembi é uma das três unidades temporárias na capital Imagem: Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

08/05/2020 09h58

A Prefeitura de São Paulo disse hoje que os leitos adicionais criados nos hospitais de campanha foram os responsáveis por evitar um "colapso" do sistema público de saúde como consequência da pandemia do coronavírus. Segundo a gestão do prefeito Bruno Covas (PSDB), mais de 2.000 pessoas foram atendidas pelas unidades temporárias do Anhembi e do estádio do Pacaembu.

"Os hospitais de campanha que inauguramos há mais de um mês estão sendo um pulmão absolutamente imprescindível para o sistema de saúde", disse o secretário de saúde municipal, Edson Aparecido dos Santos, em entrevista à Globonews.

"Mais de 2.000 pessoas já passaram pelos dois hospitais de campanha. Imagina se essas pessoas estivessem na porta de hospitais, seguramente já teríamos chegado ao colapso da rede hospitalar", completou o secretário.

Além das unidades do Anhembi e do Pacaembu, que foram anunciadas no final de março, na última sexta-feira (01) foi inaugurada também uma terceira dentro do estádio do Ibirapuera. Esta última tem capacidade para 268 leitos e é destinada a pacientes em estado grave por conta da covid-19.

O secretário municipal explicou que a unidade do Anhembi tem sido especialmente importante porque agora tem uma ala reservada apenas para pessoas contaminadas com o coronavírus.

"Fizemos uma mudança de protocolo importante, agora quem apresenta sintomas estamos transferindo para uma ala do hospital do Anhembi que está reservada só para esses pacientes", disse Edson Aparecido.

"A pressão (no sistema de saúde) tem aumentado continuamente. Ontem passamos os 2.000 óbitos confirmados e 2.500 óbitos suspeitos, então estamos chegando perto dos mesmos números de mortos da China", complementou o secretário, preocupado com o crescimento dos casos nos últimos dias.

Quase 4 milhões de carros a menos

Na tentativa de aumentar os índices de isolamento social na capital, a Prefeitura anunciou ontem um novo esquema de rodízio de carros, no qual apenas veículos com placa final par poderão rodar em dias pares e com final ímpar nos dias ímpares. O rodízio valerá por 24 horas, todos os dias, em toda a cidade, e começa na próxima segunda (11).

Para Edson Aparecido, a decisão será fundamental num momento de esforço para conter o aumento da contaminação na cidade. "A medida adotada foi bastante importante. Estamos tirando de circulação algo em torno de 3,8 milhões de carros", afirmou.

"Precisamos que esse contingente da população que voltou a circular depois do dia 27, 28, volte para a casa", disse Edson. "A situação que se apresenta hoje aconteceu há 15 dias, e a enorme circulação de pessoas que tivemos, os reflexos disso vão se dar daqui a 15 dias. É fundamental que a gente volte a convencer as pessoas a ficar em casa", concluiu o secretário.

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