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Comitê de SP vê cloroquina com eficiência limitada: 'Não tem bala de prata'

Cloroquina é usada em casos graves de covid-19 no Brasil, mas ainda não provou eficácia em estudos - Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images
Cloroquina é usada em casos graves de covid-19 no Brasil, mas ainda não provou eficácia em estudos Imagem: Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

Felipe Pereira

Do UOL, em São Paulo

14/05/2020 13h54

O Comitê de Contingência no combate ao coronavírus de São Paulo não acredita que o uso da hidroxocloroquina em pacientes com sintomas leves de covid-19 terá grande efeito. Durante entrevista coletiva concedida hoje, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que o medicamento tem contribuição limitada no enfrentamento.

"Se lá no início havia alguma dúvida em termos de eficácia e eficiência, nesse momento temos estudos de que essa contribuição é limitada. E, além disso, tem efeitos colaterais", afirmou.

No começo da pandemia, a cloroquina foi apontada como uma possível solução para a pandemia e passou a ser defendida pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Isto foi na fase em que ele descrevia a doença como uma "gripezinha". Houve reação da comunidade científica que ressaltou que era necessários mais estudos.

A declaração de Dimas Covas quase dois meses depois vai de encontro com o posicionamento do presidente da República. Segundo o diretor do Centro de Contingência ao Coronavírus, não existe "bala de prata" para vencer a covid-19.

"Existem mais de 200 medicamentos sendo estudados. Não temos bala de prata. Não temos um medicamento efetivo para encurtar ou abolir a infecção", disse.

Chefe da Coordenadoria de Controle de Doenças, Paulo Menezes, acrescentou que a cloroquina pode causar arritmia cardíaca conforme alguns estudos. Por este motivo, sugere bastante precaução na hora de prescrever o medicamento.

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