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Bolsonaro mandou atrasar boletins da covid-19 para evitar TV, diz jornal

Segundo Correio Braziliense, presidente tenta evitar divulgação de notícias sobre os números do Brasil em telejornais noturnos - Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
Segundo Correio Braziliense, presidente tenta evitar divulgação de notícias sobre os números do Brasil em telejornais noturnos Imagem: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

05/06/2020 11h10Atualizada em 05/06/2020 12h21

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) teria ordenado o atraso na divulgação do boletim epidemiológico que traz os dados atualizados do coronavírus no país. A intenção é driblar telejornais noturnos, evitando que eles transmitam as informações. A notícia é do jornal Correio Braziliense.

Citando uma "fonte do alto escalão do governo", o jornal diz que a decisão de divulgar as informações da pandemia às 22 horas é permanente e que ela partiu do próprio presidente.

Na quarta-feira (3), o Ministério da Saúde atrasou o boletim alegando "problemas técnicos". Ontem, o balanço de casos oficiais e mortes saiu novamente às 22 horas.

O Jornal Nacional, da TV Globo e o maior telejornal do país, anunciou que vai realizar uma contabilização a partir dos dados compilados das secretarias estaduais de saúde.

Adriana Araújo, âncora do Jornal da Record, emissora concorrente da Globo, também criticou nas redes sociais o novo horário e a falta de transparência na divulgação sobre a situação real do país durante a pandemia.

Ontem, o país atingiu a marca de 34.021 mortos pela covid-19, ultrapassando a Itália. Foram 1.473 óbitos em 24 horas, recorde no país. Os casos oficiais chegaram ao número de 614.941.

Sob o comando do então ministro Luiz Henrique Mandetta, os boletins eram apresentados por meio de entrevista coletiva às 17 horas. Na gestão Nelson Teich, as coletivas diárias foram suspensas, mas os dados saíam às 19 horas e em intervalos de dias maiores. Atualmente, o Ministério da Saúde é comandado de maneira interina pelo general Eduardo Pazuello.

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