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Coronavírus

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Pazuello reduz a 28 milhões expectativa de distribuição de vacinas em março

Em fevereiro, Pazuello havia projetado uma distribuição de até 46 milhões de doses de vacinas neste mês - Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
Em fevereiro, Pazuello havia projetado uma distribuição de até 46 milhões de doses de vacinas neste mês Imagem: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Gabriel Sabóia

Do UOL, no Rio

08/03/2021 14h23Atualizada em 08/03/2021 21h26

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou na tarde de hoje que o governo federal espera distribuir até 28 milhões de vacinas contra a covid-19, fabricadas pelo Instituto Butantan e pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), até o final de março para os estados brasileiros. Em fevereiro, Pazuello havia projetado uma distribuição de até 46 milhões de doses de imunizantes neste mês.

No último dia 4, o ministro reduziu a previsão para aproximadamente 38 milhões de vacinas e, dois dias depois, afirmou que os estados contariam com, no máximo, 30 milhões de doses. Hoje, Pazuello disse que esse número deve girar entre 25 e 28 milhões de imunizantes.

"Nosso objetivo é ter em março, próximo aí a 25 milhões, 28 milhões de doses já realmente entregues para que a gente cumpra o Plano Nacional de Imunização", afirmou.

O ministro não detalhou, no entanto, a que se deve essa redução no número final de vacinas colocadas à disposição.

O anúncio foi feito após reunião com o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), que representa o Fórum Nacional de Governadores. Em entrevista coletiva realizada na sede da Fiocruz, no Rio de Janeiro, Pazuello afirmou que está sendo realizado um "esforço diplomático" para garantir o envio de 8 milhões de doses das vacinas fabricadas pelo Instituto Sérum, da Índia, ao Brasil —o que permitiria uma oferta maior ao Plano Nacional de Imunização. De acordo com ele, os lotes foram "travados pela Índia".

O ministro também falou sobre a necessidade de distribuição semanal de vacinas produzidas pela Fiocruz. "Confirmamos hoje que mais 2,5 milhões de doses de vacinas fabricadas pelo Instituto Butantan irão para os estados brasileiros até o final desta semana. Espero que a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] e a Fiocruz ajustem os processos para que tenhamos, em até duas semanas, entregas semanais".

Em relação às medidas restritivas para o combate à disseminação do coronavírus, postas em prática por vários governadores, Pazuello afirmou que o Ministério da Saúde deve apresentar uma série de medidas consideradas eficazes para impedir o contágio. Os governos estaduais vão avaliar a sua aplicação.

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