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PSDB aproveita 'dia do BBB' e divulga Doria como 'pai da vacina'

João Doria - Reprodução/Twitter/psdboficial
João Doria
Imagem: Reprodução/Twitter/psdboficial

Do UOL, em São Paulo

14/01/2022 16h49

O PSDB aproveitou o dia de divulgação dos participantes do "BBB22", da Globo, e postou uma montagem com a imagem do governador de São Paulo, João Doria (PSDB). No post, Doria é apresentado pelo partido como suposto participante do reality show e intitulado o "pai da vacina" contra a covid-19.

"Vacinas salvam vidas, sim", escreveu a sigla.

Mais cedo, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, já havia reclamado publicamente do governador, depois que o chefe do Executivo paulista organizou um ato para dar início à vacinação de crianças contra a covid-19.

"Está com as vacinas do governo brasileiro e do povo brasileiro em mãos fazendo palanque. Acha que isso vai tirá-lo dos 3%. Desista!", escreveu Queiroga, em referência ao percentual de intenção de votos de Doria em pesquisas sobre as eleições presidenciais de 2022.

Seu marketing não vai mudar a face da sua gestão. Os paulistas merecem alguém melhor. Marcelo Queiroga, ministro da Saúde, em crítica a João Doria

Durante o ato, que ocorreu no Hospital das Clínicas, na capital paulista, com a presença do governador, foram aplicadas as primeiras vacinas contra a covid-19 em crianças de 5 a 11 anos no estado de São Paulo.

O evento teve estrutura semelhante ao ocorrido no início de janeiro do ano passado, quando, também no Hospital das Clínicas e com Doria presente, uma enfermeira se tornou a primeira pessoa no Brasil a ser vacinada contra a covid-19.

Na época, Doria também foi alvo de críticas vindas de Brasília, do então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que acusou o governador de ter promovido uma "jogada de marketing" com fins "políticos" e "eleitoreiros".

Doria foi escolhido como pré-candidato do PSDB para as eleições presidenciais de 2022. Em pesquisa Ipespe divulgada hoje, o governador aparece com 2% e 3% das intenções de voto, a depender do cenário.

Vacinação infantil

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou no dia 16 de dezembro o início da imunização no público dessa faixa etária, mas o governo de Jair Bolsonaro (PL) declarou ser contrário.

O Ministério da Saúde então editou ato de ofício em que divulgava a abertura de consulta pública sobre a aplicação ou não de vacinas contra o coronavírus na população de 5 a 11 anos de idade.

Segundo a pasta, a consulta pública referente ao tema serviria para "manifestação da sociedade civil a respeito da vacinação contra a covid-19 em crianças de 5 a 11 anos de idade". Além disso, funcionaria para que fossem "apresentadas contribuições, devidamente fundamentadas".

A discussão sobre o tema virou caso de polícia depois que pessoas de opinião contrária à vacinação em crianças enviaram emails a diretores e servidores da Anvisa com mensagens de intimidação e até mesmo ameaças de morte.

Somente depois da consulta pública é que o Ministério da Saúde deu o início à distribuição do lote de vacinas para a imunização do público infantil.

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