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Irã presta homenagem a cientista nuclear morto em atentado a tiros

O cientista iraniano Mohsen Fakhrizadeh, morto após seu veículo ser atacado por atiradores - West Asia News Agency/Reuters
O cientista iraniano Mohsen Fakhrizadeh, morto após seu veículo ser atacado por atiradores Imagem: West Asia News Agency/Reuters

30/11/2020 06h22

Teerã, 30 Nov 2020 (AFP) - O funeral do cientista iraniano Mohsen Fakhrizadeh, assassinado na sexta-feira (27) em um atentado que o Irã atribui a Israel, começou nesta segunda-feira (30) no ministério da Defesa, de acordo com imagens exibidas ao vivo pela televisão estatal.

Um público limitado comparece à cerimônia, com cadeiras em uma área a céu aberto para seguir as medidas sanitárias em vigor contra o coronavírus na capital iraniana.

A cerimônia tinha as presenças do ministro da Defesa, Amir Hatami, que não conseguiu conter as lágrimas, do general Esmail Qaani, comandante das Forças Qods —unidade de elite da Guarda Revolucionária, exército ideológico do regime—, e do vice-presidente Ali Akbar Salehi, diretor da Organização Iraniana de Energia Atômica, visivelmente abalado.

Também compareceu o general de divisão Hossein Salami, comandante em chefe da Guarda Revolucionária.

"Se nossos inimigos não tivessem cometido este crime ignóbil e derramado o sangue de nosso querido mártir, ele poderia ter permanecido desconhecido", declarou o general Hatami ao prestar homenagem ao Mohsen Fakhrizadeh.

Instalado sobre um pódio com as cores da bandeira iraniana (verde, branco e vermelho), o caixão de Fakhrizadeh, com muitas flores, tem os nomes das principais figuras sagradas do xiismo.

Fakhrizadeh foi assassinado na sexta-feira em um ataque executado quando viajava em seu veículo nas imediações de Teerã.

O caixão com o corpo do cientista recebeu homenagens no sábado à noite e no domingo em dois dos principais locais sagrados xiitas do Irã (Machhad, no nordeste, e Qom, no centro), antes de ser levado para o mausoléu do imã Khomeini em Teerã para mais uma homenagem.

O governo iraniano afirma que Israel está por trás da morte do cientista. Ao acusar Israel de querer semear o "caos", o presidente iraniano Hassan Rohani prometeu uma resposta no "devido tempo".

O ministério da Defesa iraniano apresentou a vítima como diretor de seu departamento de pesquisa e inovação, responsável pela "defensa antiatômica", entre outras funções.

Israel o considerava o chefe de um programa nuclear militar secreto cuja existência Teerã sempre negou.

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