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Líder do Sendero Luminoso é hospitalizado no Peru

Abimael Guzmán, líder do Sendero Luminoso, e sua mulher Elena Yparraguirre durante o julgamento que culminou na prisão perpétua para os dois - Francisco Medina/AFP
Abimael Guzmán, líder do Sendero Luminoso, e sua mulher Elena Yparraguirre durante o julgamento que culminou na prisão perpétua para os dois Imagem: Francisco Medina/AFP

Em Lima

21/07/2021 06h27

O líder histórico da derrotada guerrilha peruana Sendero Luminoso, Abimael Guzmán, de 86 anos, foi transferido ontem da penitenciária de segurança máxima para um hospital por problemas de saúde, informou o INPE (Instituto Nacional Penitenciário).

"Depois de receber a visita de seu advogado de defesa, o interno (Guzmán) foi transferido de forma voluntária em uma ambulância do SAMU para um hospital próximo da prisão da Base Naval de Callao, onde cumpre a pena de prisão perpétua" informou o INPE em um comunicado publicado no Twitter.

Capturado em 1992, Guzmán sofre desde sábado de problemas de saúde. Ele foi examinado por médicos da prisão, mas se negava a ser levado para o hospital, segundo o INPE.

Gúzman recebeu a visita de delegados do CICV (Comitê Internacional da Cruz Vermelha) e de funcionários da Defensoria do Povo, "mas se recusou novamente a ser levado para o hospital", indicou o INPE.

O comunicado não menciona os problemas de saúde, mas na segunda-feira o ministério do Interior informou que Guzmán sofreu uma "queda de pressão" no sábado.

O líder do Sendero foi condenado à prisão perpétua como mentor intelectual de um dos conflitos mais violentos da América Latina, que deixou quase 70 mil mortos em duas décadas (1980-2000).

Agentes do serviço de inteligência o prenderam em 12 de setembro de 1992, sem disparar um tiro, escondido em uma residência de três andaras do distrito de Surquillo (Lima), onde uma academia de balé funcionava como fachada no térreo.

Também foi detida Elena Iparraguirre, outra integrante da cúpula do Sendero, com quem se casaria em 2010 na prisão. Ela tem 73 anos.

Após sua captura e outras operações das forças de segurança, o Sendero entrou em declínio, mas um grupo remanescente ainda opera de forma autônoma em um vale remoto.

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