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EUA condenam 'atentados' em Cabul que levam 'selos' dos talibãs

Bandeira do Afeganistão hasteada no topo de uma colina em Kabul, no Afeganistão - Tom McShane/Loop Images/Universal Images Group via Getty Images
Bandeira do Afeganistão hasteada no topo de uma colina em Kabul, no Afeganistão Imagem: Tom McShane/Loop Images/Universal Images Group via Getty Images

03/08/2021 16h38

Os Estados Unidos condenaram nesta terça-feira (3) "sem ambiguidades" as duas explosões que sacudiram a capital afegã, Cabul, destacando que os "atentados" levam "todos os selos" dos ataques típicos dos talibãs.

"Não estamos em condições de apontar formalmente a responsabilidade deles neste momento, mas, obviamente, todos levam os selos da onda de ataques dos talibãs que temos observado nas últimas semanas", declarou o porta-voz da diplomacia americana, Ned Price, em coletiva de imprensa.

Duas fortes explosões sacudiram Cabul na noite desta terça, com cerca de duas horas de intervalo, uma das quais foi atribuída por fontes de segurança a um carro-bomba perto da residência do ministro da Defesa, no centro da capital afegã.

Os talibãs têm liderado uma ofensiva total contra as forças afegãs há três meses, coincidindo com a retirada das forças internacionais do país, e se apoderaram de grandes áreas rurais.

"É importante que os talibãs reconheçam que não podem alcançar seus objetivos tomando o poder pela violência", acrescentou o porta-voz da diplomacia americana, destacando a vontade de Washington de "acelerar os diálogos de paz em curso".

A retirada das forças americanas deve ser concluída em 31 de agosto, mas o chefe das operações militares americanas no Afeganistão, o general Kenneth McKenzie, informou no fim de julho que os Estados Unidos manteriam os ataques aos talibãs se eles não cessassem sua ofensiva.

"Continuamos apoiando nossos parceiros afegãos", afirmou Price nesta terça.

Segundo uma fonte oficial, quatro pessoas teriam morrido e 20 teriam ficado feridas em um ataque em Cabul, segundo uma fonte oficial.

Foram ouvidos fortes disparos no centro da capital 30 minutos depois da segunda explosão.

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