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UE pede 'cessar-fogo permanente' no Afeganistão e condena talibã por ataques

13.jul.2021 - Um comboio das Forças Especiais Afegãs é visto durante a missão de resgate de um policial sitiado em um posto de controle cercado pelo Talibã, na província de Kandahar, Afeganistão. - REUTERS/Danish Siddiqui
13.jul.2021 - Um comboio das Forças Especiais Afegãs é visto durante a missão de resgate de um policial sitiado em um posto de controle cercado pelo Talibã, na província de Kandahar, Afeganistão. Imagem: REUTERS/Danish Siddiqui

Da AFP, em Bruxelas

05/08/2021 07h22Atualizada em 05/08/2021 07h49

A União Europeia (UE) pediu hoje um "cessar-fogo urgente, completo e permanente" no Afeganistão e condenou o aumento dos ataques cometidos pelos talibãs.

"A ofensiva militar dos talibãs é uma contradição direta com seu compromisso por uma resolução negociada do conflito e no processo de paz de Doha", afirma um comunicado conjunto do chefe da diplomacia do bloco, Josep Borrell, e do comissário europeu para a gestão da crise, Janez Lenarcic.

A UE condenou o ataque lançado recentemente contra as instalações da Missão da ONU (Unama) na província de Herat, a ofensiva em Lashkar Gah que causou a morte de pelo menos 40 civis e a tentativa de atentado, na terça-feira (3), contra o ministro afegão da Defesa, general Bismillah Mohammadi, que deixou oito mortos.

"Esta violência sem sentido provoca um grande sofrimento aos cidadãos afegãos e aumenta o número de pessoas deslocadas no país, que buscam segurança e amparo", acrescentaram no comunicado.

O texto também destaca que as áreas controladas pelos talibãs são palco de violações dos direitos humanos, "como execuções arbitrárias e extrajudiciais de civis, flagelações públicas de mulheres, assim como a destruição de infraestruturas".

"Alguns destes atos podem constituir crimes de guerra e terão de ser alvo de uma investigação. Os combatentes, ou comandantes, talibãs responsáveis terão de ser responsabilizados", conclui a nota.

Ontem, os talibãs anunciaram que vão lançar novos ataques contra autoridades do governo afegão e que continuarão seu cerco a várias grandes cidades.

Nos últimos três meses, os talibãs conquistaram amplas zonas rurais e cruciais postos de fronteira em uma ofensiva relâmpago deflagrada após o início da retirada das tropas estrangeiras. A saída destas forças militares deve estar concluída até 31 de agosto.

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