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Convenção conclui texto de nova Constituição do Chile; texto será entregue ao presidente

O ponto final no processo de redação ocorreu dois dias antes do previsto - Getty Images/iStockphoto
O ponto final no processo de redação ocorreu dois dias antes do previsto Imagem: Getty Images/iStockphoto

Da AFP

28/06/2022 20h27Atualizada em 28/06/2022 20h43

A Convenção Constitucional concluiu nesta terça-feira a redação de uma nova Constituição para o Chile. Após um ano de trabalho, o projeto de Carta Magna será entregue na próxima segunda-feira ao presidente esquerdista, Gabriel Boric.

O ponto final no processo de redação ocorreu dois dias antes do previsto, depois que os constituintes de direita retiraram uma série de petições para votar alterações separadamente.

Após a entrega do projeto da nova Constituição ao presidente Boric, o mesmo será submetido a um plebiscito com voto obrigatório em 4 de setembro.

Em meio a aplausos, abraços e gritos de alegria dos 154 membros da Convenção Constitucional, sua presidente, María Elisa Quinteros, deu por concluídas as sessões, iniciadas em julho passado, para redigir a Carta Magna que deve substituir a atual, herdada da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

A redação do texto constitucional foi a saída política que o Chile encontrou para apaziguar os protestos que eclodiram em 18 de outubro de 2019 e exigiam justiça social no país.

"Hoje encerramos um ciclo. Temos o texto definitivo da proposta de nova Constituição. Com esperança, debates profundos, democracia e alguns erros, mas com um amor profundo pelo nosso país, esta Convenção propõe um novo e melhor caminho para o Chile. O povo chileno dirá", escreveu o constituinte e ator Ignacio Achurra, referindo-se ao plebiscito para aprovar ou rejeitar o texto.

No último fim de semana, pesquisas mostraram um aumento da rejeição antes da consulta de setembro, em um momento de fortes divisões de opinião sobre o tom dos debates na Convenção e a uma série de declarações repletas de desinformação sobre artigos relacionados à educação, liberdades civis, direitos indígenas e propriedade privada.

Se a opção pela rejeição vencer, será mantida a Constituição atual, redigida a portas fechadas durante a ditadura Pinochet e reformada em alguns pontos ao longo dos 30 anos de democracia,

A Convenção foi a primeira no Chile a ter membros eleitos democraticamente, com igualdade de gênero e 17 cadeiras reservadas a representantes de povos indígenas.

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