Dilma vai denunciar perseguição a Lula na Europa e Estados Unidos

Ricardo Galhardo

São Paulo

  • Nelson Almeida/Estadão Conteúdo

    Dilma Rousseff é abraçada por Lula antes de ele ser preso pela PF

    Dilma Rousseff é abraçada por Lula antes de ele ser preso pela PF

A ex-presidente Dilma Rousseff inicia, nesta segunda-feira (9), uma agenda no exterior a convite de universidades públicas e privadas e importantes instituições acadêmicas da Europa e Estados Unidos. Dilma vai denunciar perseguição ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ela passará por Madrid e Barcelona, na Espanha, e depois vai para os Estados Unidos, em Berkeley, Stanford e San Diego.

Na Espanha, Dilma vai fazer conferências na Casa de América em Madri, na terça-feira (10), e no Colégio de Advogados, em Barcelona, na quinta-feira (12). Lá, ela deve receber uma investidura de honra e Medalha do Centenário da Real Academia Europeia de Doutores.

Nos Estados Unidos, a ex-presidente vai discursar em universidades da Califórnia. Dilma vai passar por Berkeley, no dia 16, por Stanford, no dia 17, e pela Universidade Estadual de San Diego, no dia 18.

Neste domingo (8), ela afirmou em seu perfil nas redes sociais que Lula foi preso "sem provas" e é um "preso político". Ela esteve com seu antecessor na última sexta-feira e dividiu com Lula comício sobre carro de som, em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, antes de ele se entregar à Polícia Federal.

"O Brasil assistiu neste sábado, 7 de abril, a um dos mais tristes episódios de sua história: a injusta e cruel prisão de Luiz Inácio Lula da Silva, o mais importante líder político brasileiro desde a redemocratização do país, reconhecido mundialmente pela sua imensa capacidade de promover inclusão social e fazer política em benefício dos mais necessitados", escreveu Dilma.

Segundo ela, "Lula tornou-se um preso político, vítima de uma perseguição implacável de adversários, que lançam mão do lawfare para calá-lo e destruí-lo, no esforço de desqualificar seu papel perante a história e o povo brasileiro".

Nas palavras de Dilma, "a mídia brasileira golpista tenta, de forma vergonhosa, negar-lhe a condição de preso político. Assim como negou a ocorrência do Golpe de 2016 e finge não enxergar a ascensão do fascismo no país e a violência da extrema direita".

"Prenderam-no sem provas. Condenaram-no injustamente. Promovem a injustiça usando o sistema judiciário. Tentam impedi-lo de voltar pelo voto ao poder. Há poucos dias, até um atentado com tiros foi montado para tentar calar Lula", diz Dilma.

Segundo Dilma, "o país segue dividido, diante de uma escalada fascista e perigosa, com o risco da implantação em definitivo de um Estado de Exceção", ela defende. "Lula foi preso porque é o líder da corrida presidencial. Querem impedi-lo de reconquistar pelo voto direto e popular a Presidência da República. Sua prisão é mais uma etapa do golpe iniciado em 2016 com o meu impeachment, aprovado pelo Congresso Nacional sem que houvesse sequer qualquer tipo crime cometido."

"Nossa resistência permanece e não vamos nos calar diante do arbítrio e da injustiça', ressaltou Dilma. "Somos a sua voz, somos o seu corpo e sua alma, somos a sua luta."

Segundo Dilma, "a frágil democracia brasileira está gravemente ameaçada, mas será defendida nas ruas, nas praças, nos parlamentos e nos tribunais. Denunciamos a prisão política, injusta e arbitrária de Lula, que os golpistas tentam esconder".

"Lula é inocente! #LulaÉPresoPolítico #LulaLivre", finaliza Dilma.

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