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Novo procurador-geral do MPT declara apoio a processo contra Camargo

Sérgio Camargo, presidente da Fundação Palmares - Renato Costa/FramePhoto/Folhapress
Sérgio Camargo, presidente da Fundação Palmares Imagem: Renato Costa/FramePhoto/Folhapress

Eduardo Rodrigues

Brasília

30/08/2021 12h59

O novo procurador-geral do MPT (Ministério Público do Trabalho), José de Lima Ramos Pereira, declarou nesta segunda-feira (30) todo o apoio do órgão ao procurador Paulo Neto, responsável pelo o processo que pede à Justiça o afastamento imediato do presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, pela prática de assédio moral.

A ação foi protocolada na última sexta-feira (27) perante a 21ª Vara do Trabalho de Brasília e pede que Camargo seja condenado a pagar indenização de R$ 200 mil por danos morais. Além disso, a Procuradoria requer que a Fundação Palmares "não permita, submeta ou tolere a exposição de trabalhadores a atos de assédio moral praticado por qualquer de seus gestores" e cobra um diagnóstico do meio ambiente psicossocial do trabalho.

"O procurador Paulo Neto tem conduzido o processo com muita tranquilidade, firmeza e segurança. Os dados já são dados públicos, e dizem respeito a fatos que deixam qualquer pessoa bem preocupada. Você tem uma entidade como a Fundação Palmares, que foi criada para acolher as pessoas e está se tornando uma situação de conflitos e assédios", declarou o PGT, em entrevista ao Broadcast. "O procurador tem todo o nosso apoio para continuar o trabalho, para que o assédio moral não tenha guarida nas nossas empresas e instituições", completou Pereira.

As investigações que culminaram no processo duraram mais de um ano. De acordo com o processo, as apurações indicaram que Sérgio Camargo persegue os trabalhadores que ele classifica como "esquerdistas", promovendo um "clima de terror psicológico" dentro da Fundação Palmares.

Pelo Twitter, Camargo reagiu à denúncia e disse, na manhã desta segunda, que "o MPT não tem autoridade para investigar servidores ou pessoas em cargos comissionados". Disse ainda que as "acusações partiram de militantes vitimistas e traíras".