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Oposição na Câmara cobra impeachment de Bolsonaro após aprovação de relatório da CPI

O deputado federal Marcelo Freixo (PSB-RJ) cobrou que a Câmara dê continuidade ao trabalho dos senadores - Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
O deputado federal Marcelo Freixo (PSB-RJ) cobrou que a Câmara dê continuidade ao trabalho dos senadores Imagem: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Bruno Luiz

Salvador

26/10/2021 21h41

Aprovado nesta terça, 26, com pedido de indiciamento de Jair Bolsonaro por nove crimes, o relatório final da CPI da Covid levou deputados federais de oposição ao governo a cobrarem o impeachment do presidente da República. Cabe ao presidente da Câmara, Arthur Lira, dar andamento a um dos mais de 130 pedidos de deposição de Bolsonaro empilhados em sua mesa.

O relatório final da investigação foi aprovado por 7 votos a 4. O parecer do senador Renan Calheiros (MDB-AL) encaminha um total 80 indiciamentos, incluindo o de Bolsonaro, por atos e omissões na pandemia de covid-19.

O documento sugere que o chefe do Executivo seja processado por sete crimes previstos no Código Penal, entre crimes contra a humanidade por extermínio, perseguição e outros atos desumanos, além de dois crimes de responsabilidade por condutas adotadas ao longo da crise do coronavírus.

As investigações agora dependem da Procuradoria-Geral da República (PGR), no caso dos crimes comuns, e da Câmara, em relação aos crimes de responsabilidade. O relatório aponta que 120 mil mortes poderiam ter sido evitadas até março deste ano se o Brasil tivesse adotado medidas de contenção do vírus de forma sistemática.

Líder da Minoria na Câmara, o deputado Marcelo Freixo (PSB-RJ) cobrou que a Casa dê continuidade ao trabalho dos senadores e coloquem "toda pressão para votar o impeachment de Bolsonaro."

Alessandro Molon (PSB-RJ), que lidera a bancada de oposição na Casa, pediu Justiça para as mais de 600 mil vítimas da Covid-19 no Brasil, ao compartilhar uma notícia que fala sobre a aprovação do relatório da CPI.

Ex-ministro da Saúde no governo Dilma Rousseff e atualmente deputado federal, Alexandre Padilha (PT-SP) também cobrou o impeachment do presidente. "Depois de 69 sessões finalmente a CPI chega ao fim com a aprovação do relatório por 7 votos a 4. Fim das sessões, mas o trabalho continua e to junto na luta por: FORA, BOLSONARO GENOCIDA!".


Líder da bancada do PSOL na Câmara, Talíria Petrone (RJ) também se manifestou sobre o parecer da comissão. "Que todos os culpados sejam responsabilizados!!", escreveu no Twitter.

Já o deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) pediu que o procurador-geral da República, Augusto Aras, "não prevarique" e aceite os pedidos de indiciamento feito pelos senadores. "O governo e seus cúmplices cometeram crime hediondo contra brasileiros. São mais de 605 mil vítimas. Não podemos aceitar tamanha barbárie. Aras, NÃO PREVARIQUE!"

A deputada Lídice da Mata (PSB-BA), relatora da CPMI das Fake News, afirmou que o relatório comprova que Bolsonaro é o maior responsável pelas mais de 600 mil mortes.

"É evidente que o presidente da República é o maior culpado pela maioria das mais de 600 mil mortes. Todos os crimes a ele imputados no relatório do senador Renan Calheiros foram cometidos e ele é um genocida sim", afirmou no Twitter.

Natália Bonavides (PT-RN) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS) também pediram o impeachment e a prisão de Bolsonaro.

"Estive hoje na CPI da COVID no Senado, quando o relatório final terminava de ser lido. O relatório comprova, como sabíamos, que Bolsonaro é criminoso! Com sua política de mortes, atentou contra a vida dos brasileiros e não pode seguir impune. Impeachment e cadeia para Bolsonaro!", declarou a petista.