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Vaticano determina que sejam perdoados pecados de pacientes de coronavírus

Papa Francisco - Remo Casilli/Reuters
Papa Francisco Imagem: Remo Casilli/Reuters

Cidade do Vaticano

20/03/2020 08h56

O Supremo Tribunal da Penitenciária Apostólica, corte do Vaticano responsável pela regulação das indulgências, determinou hoje que os pecados de pacientes da covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), sejam perdoados.

A medida está em um decreto publicado pelo tribunal e também alcança operadores sanitários, familiares de vítimas e a qualquer um que "cuide" dos doentes, "inclusive com orações".

"Concede-se a indulgência plenária aos fiéis afetados pelo coronavírus, submetidos a regimes de quarentena por ordem das autoridades sanitárias nos hospitais ou em suas próprias casas se, desapegados de qualquer pecado, se unirem espiritualmente através de meios de comunicação à celebração da Santa Missa, à recitação do Santo Rosário, à prática da Via Crucis ou a outras formas de devoção, ou se ao menos recitarem o Credo, o Pai Nosso e uma invocação à Virgem Maria, oferecendo essa prova em espírito de fé em Deus e de caridade com os irmãos, com a vontade de cumprir as condições usuais assim que for possível", diz o decreto.

Devido ao isolamento imposto por governos mundo afora por conta da pandemia de coronavírus, milhões de fiéis ficaram impossibilitados de receber os sacramentos católicos e de se confessar. A indulgência plenária, no entanto, oferece um perdão total dos pecados de pacientes e pessoas envolvidas no combate à covid-19.

O decreto da Penitenciária Apostólica também estende a indulgência plenária aos fiéis mortos sem a extrema-unção.

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