Destroços achados perto de Moçambique pertencem a MH370, aponta análise

Em Sydney

  • Adrien Barbier/AFP

    João de Abreu, presidente do Instituto de Aviação Civil de Moçambique, exibe pedaço de aeronave encontrado na costa do país africano, em Maputo

    João de Abreu, presidente do Instituto de Aviação Civil de Moçambique, exibe pedaço de aeronave encontrado na costa do país africano, em Maputo

Os dois pedaços de uma aeronave encontrados perto do litoral de Moçambique pertencem "quase que com toda segurança" ao voo MH370 que desapareceu no dia 8 de março de 2014 com 239 pessoas a bordo, informaram nesta terça-feira (19) fontes oficiais.

Segundo as conclusões das análises realizadas pelo Escritório para a Segurança no Transporte da Austrália (ATBS, sigla em inglês), que lidera as buscas pela aeronave, as duas peças faziam parte da fuselagem do Boeing 777 da companhia aérea Malaysia Airlines.

Os dois pedaços, encontrados no dia 27 de dezembro de 2015 e em 27 de fevereiro de 2016 em dois pontos separados por cerca de 220 quilômetros, próximos de Moçambique, "serão devolvidos esta semana à Malásia", afirmou a ATBS em comunicado.

Os destroços seriam um segmento do "FTP", uma espécie de barra sobre os flaps (peças móveis) nas asas do avião, e um painel de estabilização horizontal com placa 9MN-MRO, o que indicaria sua relação com o Boeing 777 da companhia aérea malaia.

A autoridade australiana também está investigando desde a semana passada outras duas peças, encontradas na África do Sul e nas Ilhas Maurício, para determinar sua procedência.

Esses quatro fragmentos se somam a outro de uma asa que foi encontrado em julho de 2015 na ilha francesa de Reunião, a leste de Madagascar, naquele que foi o primeiro indício tangível de que o Boeing 777 caiu no Oceano Índico.

A Austrália lidera uma operação, na qual também participam Malásia e China, que busca os destroços do avião em uma área remota do Oceano Índico com cerca de 120 mil quilômetros quadrados.

O voo MH370 desapareceu 40 minutos após decolar de Kuala Lumpur, na Malásia, rumo a Pequim, na China, depois que, segundo a investigação oficial, alguém desligou os sistemas de comunicação e mudou drasticamente a rota da aeronave, que teria caído no mar assim que acabou o combustível.

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