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Reino Unido diz considerar Colinas de Golã um território "ocupado" por Israel

Tanques israelenses se posicionam nas colinas do Golã, área anexada por Israel na fronteira com a Síria. O exército israelense realizou ataques contra posições do Irã e do Hezbollah em resposta ao disparo de foguetes contra suas forças na região. As colinas do Golã foram ocupadas por Israel em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias - Menahem Kahana/AFP
Tanques israelenses se posicionam nas colinas do Golã, área anexada por Israel na fronteira com a Síria. O exército israelense realizou ataques contra posições do Irã e do Hezbollah em resposta ao disparo de foguetes contra suas forças na região. As colinas do Golã foram ocupadas por Israel em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias Imagem: Menahem Kahana/AFP

22/03/2019 16h09

O Ministério das Relações Exteriores britânico declarou nesta sexta-feira (22) que o Reino Unido considera as Colinas do Golã um território da Síria "ocupado" por Israel e não pretende reconhecer sua anexação.

Depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou ontem sua intenção de reconhecer a soberania de Israel sobre o Golã, um porta-voz do Foreign Office ressaltou em comunicado que o Reino Unido "não reconheceu a anexação (do Golã) por parte de Israel em 1981".

"Não temos planos de mudar nossa posição", acrescentou essa fonte, um dia depois dos comentários de Trump.

"O Reino Unido vê as Colinas do Golã como um território ocupado por Israel. A anexação de um território pela força está proibida pela legislação internacional, incluindo a Carta das Nações Unidas ", indicou o porta-voz de Exteriores.

O presidente americano afirmou, por sua parte, que "é hora" de que seu governo reconheça a soberania israelense sobre esse território, que foi ocupado na guerra dos Seis Dias, em 1967, e foi anexado a Israel em 1981.

"Depois de 52 anos, é hora de os Estados Unidos reconhecerem plenamente a soberania de Israel sobre as Colinas do Golã, que são de uma importância crucial do ponto de vista estratégico e de segurança para Israel e para a estabilidade regional", escreveu Trump no Twitter.

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