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Guaidó diz que continuará "libertando presos políticos" na Venezuela

01/05/2019 20h54

O líder do parlamento da Venezuela, o opositor Juan Guaidó, que é reconhecido por mais de 50 nações como presidente interino do país, disse hoje que continuará libertando os chamados "presos políticos", depois que ontem intercedeu pela libertação do dirigente Leopoldo López.

"Vamos seguir libertando os presos políticos (como) Juan Requesens, Gilber Caro", afirmou o líder opositor diante de centenas de simpatizantes em um ponto do leste de Caracas próximo a Petare, a maior favela da América Latina.

"Estamos mais fortes, mais determinados", insistiu o deputado, que hoje recebeu apoio nas ruas depois da revolta militar fracassada que liderou ontem ao lado de alguns militares.

Guaidó afirmou ontem que Leopoldo López, que cumpria em casa uma pena de quase 14 anos de prisão, foi libertado por funcionários do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin) que cumpriram sua "ordem" de presidente interino, depois que ofereceu aos mesmos "anistia e garantia de indultos".

De acordo com a ONG Foro Penal, desde o início deste ano 1.693 pessoas foram detidas na Venezuela por crimes de consciência ou por se manifestarem contra o governo de Nicolás Maduro, mas a maior parte já foi libertada ou está cumprindo medidas cautelares.

A ONG acrescentou que 755 pessoas permanecem atrás das grades por razões políticas, entre elas os opositores Roberto Marrero, o principal colaborador de Guaidó, e o deputado Juan Requesens, acusado de participar do atentado com bombas contra Maduro em agosto do ano passado.

Guaidó também assinalou que falará "com qualquer funcionário" que o ajude a derrubar Maduro do poder e instalar um governo de transição que convoque eleições livres, uma ideia que ele vem repetindo desde que chegou à presidência da Assembleia Nacional em janeiro. EFE