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Número de mortes por coronavírus na França foi maior entre imigrantes

O registro de mortes foi mais acentuado entre as pessoas nascidas em outros países, principalmente na África e na Ásia  - Juan Medina/Reuters
O registro de mortes foi mais acentuado entre as pessoas nascidas em outros países, principalmente na África e na Ásia Imagem: Juan Medina/Reuters

Da EFE, em Paris

07/07/2020 14h01

O registro de mortes por covid-19 na França nos meses de março e abril — os mais graves da crise sanitária — foi mais acentuado entre as pessoas nascidas em outros países, principalmente na África e na Ásia.

Em um relatório publicado hoje, o Insee (Instituto Nacional de Estatística e Estudos Econômicos) explica que o número de mortes nesses dois meses foi globalmente 25% superior do que observado no mesmo período do ano passado (129 mil em comparação a 102,8 mil).

Mas enquanto o aumento em relação a 2019 foi de 22% para os nascidos na França, o crescimento foi de 48% para os originários do exterior (que representavam 15% das mortes) e com muitas diferenças dependendo do país.

O aumento foi de 54% para os nascidos nos países do Magrebe, 114% para os do resto da África e 91% para os nascidos na Ásia.

O aumento foi muito mais moderado para pessoas da Espanha, Itália e Portugal (26%), para pessoas do resto da Europa (27%) ou para pessoas do continente americano e Oceania (25%).

Com relação às razões dessas diferenças, o Insee o vincula primeiro às condições de vida dessas pessoas, principalmente em termos de moradia, uso de transporte público e profissões que exercem.

Nesse sentido, declarou que as pessoas nascidas na África estão entre as mais expostas a serem contaminadas por seu trabalho, entre as que viviam em casas menores e entre as que mais utilizavam transporte público.

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