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Fala de vice-premiê do Japão sobre defender Taiwan causa irritação na China

China nunca descartou uso de força para reintegrar Taiwan; exercícios militares do país continental são constantes -
China nunca descartou uso de força para reintegrar Taiwan; exercícios militares do país continental são constantes

Tetsushi Kajimoto e Kiyoshi Takenaka

Em Tóquio (Japão)

06/07/2021 12h18Atualizada em 06/07/2021 12h50

O vice-primeiro-ministro do Japão disse que seu país precisaria defender Taiwan com os Estados Unidos se a ilha fosse invadida, relatou a agência de notícias Kyodo na noite de ontem, o que revoltou a China, que vê Taiwan como parte de seu território.

A China jamais descartou o uso da força para reintegrar Taiwan, e exercícios militares recentes da China e de Taiwan no Estreito de Taiwan elevaram as tensões.

"Se um grande problema acontecesse em Taiwan, não seria muito dizer que ele poderia ter relação com uma situação de ameaça à sobrevivência (para o Japão)", disse Taro Aso em uma festa de arrecadação de um parlamentar e colega do Partido Liberal Democrático, de acordo com a Kyodo.

Uma "situação de ameaça à sobrevivência" é aquela em que um ataque armado contra um país estrangeiro que tem um relacionamento próximo com o Japão acontece, o que, por sua vez, cria um risco claro de ameaça à sobrevivência japonesa.

Tal situação é uma das condições que precisam se manifestar primeiramente para o Japão exercitar seu direito de autodefesa coletiva, ou prestar auxílio a um aliado sob ataque.

"Precisamos pensar seriamente que Okinawa poderia ser a próxima", disse Aso, segundo citação da Kyodo.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Zhao Lijian, disse hoje em uma entrevista coletiva que os comentários do vice-primeiro-ministro japonês "prejudicaram a fundação política das relações China-Japão" e que a China "se opôs resolutamente" a eles.

* Com colaboração de Gabriel Crossley

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