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Boeing: tráfego aéreo vai demorar de 2 a 3 anos para voltar ao normal

Boeing 737-200 faz aproximação final para aterrissagem  - Ken Graham/Getty Images
Boeing 737-200 faz aproximação final para aterrissagem Imagem: Ken Graham/Getty Images

27/04/2020 16h14

O tráfego aéreo mundial levará muitos anos para voltar ao patamar anterior à pandemia de coronavírus, estimou nesta segunda-feira (27) David Calhoun, diretor da Boeing, durante reunião anual do grupo, referindo-se a um período de dois a três anos. Calhoun também anunciou que levará de três a cinco anos para que os dividendos do fabricante americano de aeronaves sejam restaurados, após o impacto das repercussões econômicas da crise da covid-19.

Essas dificuldades se somam aos contratempos que a Boeing já sofria em relação ao seu 737 Max, modelo que teve seu lançamento adiado. "A crise da saúde é diferente de tudo que já experimentamos antes", afirmou Calhoun. "Levará muitos anos para retornar (o tráfego aéreo) aos níveis anteriores à pandemia", acrescentou.

O diretor pintou um quadro sombrio das perspectivas para o setor de aviação em geral e para a Boeing em particular. Sua prioridade parece ser pagar dívidas e manter a cadeia de suprimentos do grupo. "Sabemos que teremos de pedir dinheiro emprestado nos próximos seis meses", prevê o executivo americano.

Já em grande dificuldade com a crise do 737 Max, preso ao solo por mais de um ano após dois acidentes fatais, que mataram 346 pessoas, o fabricante americano de aeronaves teme perder mais bilhões de dólares por causa da pandemia, que causou grande impacto negativo nas atividades de transporte mundial.

Ajuda de US$ 17 bilhões

O grupo deve iniciar em breve discussões com o Tesouro dos Estados Unidos para possíveis medidas de apoio econômico. A Boeing já recebeu cerca de US$ 17 bilhões por meio de um pacote de resgate volumoso, aprovado no final de março, que limita dividendos e recompra de ações para empresas que recebem ajuda do governo.

O fabricante americano de aeronaves deve divulgar seus resultados trimestrais na próxima quarta-feira (29), antes da abertura de Wall Street. Desde o início do ano, a ação da empresa perdeu mais de 60% no mercado de Nova York, seu valor de mercado derreteu em mais de US$ 110 bilhões.

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