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Massacre em igreja mostra necessidade de controle de armas, diz Obama

Dylann Roof, 21, apontado como suspeito pelo massacre - AP
Dylann Roof, 21, apontado como suspeito pelo massacre Imagem: AP

Do UOL, em São Paulo

18/06/2015 13h28

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta quinta-feira (18) que o massacre que deixou 9 mortos em uma igreja da comunidade negra em Charleston, na Carolina do Sul, só foi possível devido ao acesso fácil às armas no país.

Obama confirmou ainda que o FBI está investigando o caso como um "crime de ódio".

"Temos de aceitar o fato de que esse tipo de crime não acontece em outros países desenvolvidos", afirmou o presidente em coletiva de imprensa em Washington.

"Já fiz esse tipo de discurso várias vezes. Agora é momento de luto, mas em algum momento teremos de ter essa conversa."

Dylann Roof, 21, apontado como suspeito pelo massacre, foi detido em Shelby, na Carolina do Norte, cerca de 15 horas após o tiroteio. Ele estava armado mas não resistiu à prisão. 

O tio do rapaz disse em uma entrevista à agência de notícias Reuters que Dylann ganhou uma arma do pai como presente de aniversário de 21 anos em abril

Cowles disse que reconheceu Roof em uma foto divulgada pela polícia, e o descreveu como quieto e calmo. O pai de Roof deu a pistola calibre .45 de aniversário neste ano, disse o tio.

Segundo a polícia,  Dylann passou ao menos dentro da igreja Metodista Episcopal Africana Emanuel  antes de começar a atirar.

Os mortos são 3 homens e 6 mulheres, entre eles o pastor e senador estadual Clementa Pickney. Três pessoas sobreviveram ao ataque.

Segundo relatos não confirmados, ele teria poupado uma mulher para que ela "contasse ao mundo o que ocorreu"  e teria justificado o tiroteio dizendo que "vocês estupram nossas mulheres e estão dominando nosso país. Vocês têm de ir".

Policiais com cães farejadores vasculhavam as ruas em busca do suspeito, segundo o chefe de polícia Gregory Mullen, que afirmou que o fugitivo é considerado extremamente perigoso.

"Uma pessoa horrível entrar lá e matá-los é inexplicável, obviamente o ato mais intolerável e inacreditável possível", disse o prefeito de Charleston, Joe Riley, a repórteres. "A única razão pela qual alguém poderia entrar em uma igreja para atirar em pessoas orando é o ódio".

O incidente fez lembrar um ataque a bomba de 1963 contra uma igreja afro-americana em Birmingham, Alabama, que matou quatro meninas e impulsionou o movimento dos direitos civis dos anos 1960. (Com agências internacionais)