Construtoras investigadas em SP desconhecem processo
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Quatro agentes ligados à subsecretaria da Receita da gestão do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) foram presos por suspeita de integrar esquema de corrupção que causou prejuízos de pelo menos R$ 200 milhões aos cofres públicos nos últimos três anos, segundo o Ministério Público (MP), em São Paulo (SP), nesta quarta-feira (30). Seis veículos de luxo foram apreendidos em duas residências. Um Porsche, um BMW e duas motos foram levados para o 4º Distrito Policial VEJA MAIS > Imagem: Renato S. Cerqueira/Futura Press/Estadão Conteúdo

As empresas apontadas na investigação do Ministério Público Estadual (MPE) afirmam desconhecer as suspeitas de pagamento de propina. Segundo a apuração dos promotores, as companhias procuravam os operadores do esquema de corrupção porque conseguiriam desconto de 50% em relação ao que teriam de pagar de tributos.

Em nota, a BKO Incorporadora afirmou que "até a presente data não foi notificada sobre qualquer investigação e só se pronunciará se isso ocorrer".

O Departamento Jurídico da Construtora Tarjab afirmou desconhecer o esquema e que o caso causa "estranheza".

"Venho informar que desconhecemos as pessoas mencionadas, bem como não fomos citados em nenhuma investigação do MPE.

A Tarjab não coaduna com qualquer ato ilícito e sempre honrou seus compromissos com os entes públicos", informou a empresa por meio de nota.

A assessoria de imprensa da Trisul Incorporadora e Construtura informou que não conseguiu localizar na tarde de ontem os responsáveis para comentar o caso, mas que a empresa vai se manifestar hoje sobre o assunto.

A Alimonti Comercial e Construtora foi contatada na tarde de ontem por telefone e por e-mail para responder sobre o caso, mas a reportagem não obteve resposta.

O jornal "O Estado de S. Paulo" também procurou a Assessoria de Imprensa da Brookfield Incorporações. A empresa informou ontem que não se manifestaria sobre a denúncia do MPE.

ISS

Pela investigação, a empresa Company, comprada pela Brookfield, já se beneficiava do esquema de propina para reduzir o valor de ISS pago.

A empresa é a mesma citada em outro escândalo na cidade de São Paulo, do ex-diretor do Aprov, Hussain Aref Saab. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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