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Blocos de rua


Encontro de blocos reúne 'mistureba' de público em terraço em São Paulo

Anahi Martinho

De São Paulo, colaboração para o UOL

09/02/2019 21h15

Sob o sol de 36º graus em SP, o Encontro de Blocos ferveu no mesmo caldeirão o público do axé, divas pop, pagode e funk no rooftop Abolha, no bairro do Bom Retiro neste sábado (9).

Gays purpurinadas querendo ouvir Katy Perry no Minhoqueens e casais hétero que preferem o axé do Vou de Táxi dividiram a pista com os fãs de pagode do Lua Vai e de samba da Dobatuq. O que uniu as tribos foi o preço da cerveja: três latinhas por R$ 10.

"Nem lembro que bloco vai tocar, vim mesmo pela cerveja três por dez", brincou Thiago Barboza, 27.

A diversidade do repertório não é problema para Jady Benites, 27, e Gabriela Scaquetti, 29. "A gente não tá nem aí, a gente curte todos os estilos", diz Jady, enquanto rebolava ao som do funk do Agrada Gregos, poucos minutos antes do bloco Vou de Táxi tocar Banda Eva, Michael Jackson e Los Hermanos.

"Eu vim para ouvir as 'antiguêras' do Vou de Táxi", comemora Ricardo Kouak, 38. "Carnaval é diversidade, não tem distinção de gênero, cor, raça nem música", diz.

Fantasiado de fada, Lucas Rosa, 23, conta que até prefere festas mais diversificadas, como esta, do que as voltadas ao público gay. "Eu me sinto mais livre aqui do que no meio só dos gays. Diversidade é tudo. Aqui, os héteros conseguem estar no mesmo ambiente que eu", aponta.

"Carnaval é isso mesmo. É o momento do ano em que você se permite ouvir outros estilos, curtir outras coisas", diz o estagiário Guilherme Augusto, 23, que foi para ouvir o Agrada Gregos. "Hoje quero ouvir de Lady Gaga a Molejão."