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Chico Alves

Antes do impeachment, STJ pode tirar Wilson Witzel do poder no Rio

26.mai.2020 - O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC-RJ) - Wilton Junior/Estadão Conteúdo
26.mai.2020 - O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC-RJ) Imagem: Wilton Junior/Estadão Conteúdo
Chico Alves

Chico Alves é jornalista, por duas vezes ganhou o Prêmio Embratel de Jornalismo e foi menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog. Foi editor-assistente na revista ISTOÉ e editor-chefe do jornal O DIA. É co-autor do livro 'Paraíso Armado', sobre a crise na Segurança Pública no Rio, em parceria com Aziz Filho.

Colunista do UOL

15/07/2020 04h04

O governador do Rio, Wilson Witzel (PSC) conseguiu uma pequena vitória no Superior Tribunal de Justiça (STJ) na última sexta-feira, quando foi suspenso o depoimento que ele daria ao Ministério Público Federal (MPF) na investigação sobre desvio de dinheiro destinado ao combate ao coronavírus. A mesma corte, porém, pode gerar péssimas notícias nos próximos dias para o chefe do governo fluminense.

O que se comenta no tribunal e na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) é que é cada vez maior a possibilidade de o STJ tirar o governador do cargo antes mesmo do fim do processo de impeachment que está sendo pilotado pelos deputados. Há várias ações de improbidade administrativa que correm contra Wtizel. Por conta do recesso da Justiça, não se sabe se isso aconteceria por decisão monocrática do presidente do tribunal João Otávio de Noronha, que dá as sentenças nesse período, ou somente quando retornarem os outros ministros.

O processo de impeachment do governador começou na Alerj há um mês. Ele terá dez sessões para tentar convencer os deputados que não cometeu atos de improbidade durante as contratações e compras feitas para combater a pandemia.

Seja o impedimento de Witzel decidido pela Alerj ou pelo STJ, quem assume em seu lugar é o vice, Claudio Castro (PSC).

Para os deputados, a saída do governador do cargo teria um benefício a mais: facilitaria a renovação do regime de recuperação fiscal do estado junto ao governo federal. Os parlamentares temem que a animosidade entre Witzel e o presidente Jair Bolsonaro leve a União a prorrogar a medida, o que representaria a falência do Rio. Com Castro à frente do governo estadual, a renovação fica mais fácil.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.