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Deputada PM vota contra veto presidencial e é chamada de traidora

Em campanha, Major Fabiana aparece ao lado do presidente eleito Jair Bolsonaro e Flavio Bolsonaro - Reprodução
Em campanha, Major Fabiana aparece ao lado do presidente eleito Jair Bolsonaro e Flavio Bolsonaro Imagem: Reprodução
Chico Alves

Chico Alves é jornalista, por duas vezes ganhou o Prêmio Embratel de Jornalismo e foi menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog. Foi editor-assistente na revista ISTOÉ e editor-chefe do jornal O DIA. É co-autor do livro 'Paraíso Armado', sobre a crise na Segurança Pública no Rio, em parceria com Aziz Filho.

Colunista do UOL

21/08/2020 12h34

Nome incensado pelos bolsonaristas até ontem, a deputada Major Fabiana (PSL-RJ) passou a ser vista como traidora depois que votou pela derrubada do veto do presidente Jair Bolsonaro ao aumento do funcionalismo. Os ataques fizeram com que ela figurasse hoje entre os assuntos mais citados no Twitter.

Fabiana é tida como potencial representante do bolsonarismo na eleição à Prefeitura do Rio, seja como cabeça de chapa ou como vice na chapa de Marcelo Crivella (Republicanos) à reeleição, caso ele feche a desejada parceria eleitoral com o presidente. Agora, as coisas podem mudar.

A deputada-major explicou nas redes sociais que não poderia votar pelo veto ao aumento, já que se preocupava com sua corporação de origem. "A Polícia Militar me elegeu e esquecer isso seria esquecer minha história: o que jamais me permito acontecer", escreveu, nas redes sociais. A explicação, no entanto, não aplacou os ataques.

Outro deputado bolsonarista oriundo do PM, Daniel Silveira (PSL-RJ), pediu desculpas aos policiais e votou a favor da manutenção do veto.

A maioria dos deputados acabou apoiando a decisão do presidente e manteve a proibição de aumentos ao funcionalismo no próximo ano.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.