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Chico Alves

Cármen Lúcia esteve com ministro da Justiça e alvos do dossiê antifascista

Cármen Lúcia - Divulgação
Cármen Lúcia Imagem: Divulgação
Chico Alves

Chico Alves é jornalista, por duas vezes ganhou o Prêmio Embratel de Jornalismo e foi menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog. Foi editor-assistente na revista ISTOÉ e editor-chefe do jornal O DIA. É co-autor do livro 'Paraíso Armado', sobre a crise na Segurança Pública no Rio, em parceria com Aziz Filho.

Colunista do UOL

19/08/2020 08h55

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo tribunal Federal, ouviu ontem em videoconferência os dois lados da história no imbroglio do dossiê elaborado no Ministério da Justiça sobre 579 policiais antifascistas e quatro professores universitários, revelado pelo colunista Rubens Valente, do UOL.

Dois dos alvos do relatório ilegal de inteligência, o delegado da Polícia Civil do Rio, Orlando Zaccone, e o professor Paulo Sérgio Pinheiro tiveram contato com a ministra, acompanhados pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e pela produtora cultural Paula Lavigne. Em outra audiência, também por videoconferência, Cármen Lúcia conversou com o ministro André Mendonça.

Zaccone e Pinheiro ouviram da ministra que o Supremo não vai tratar do viés político do caso, mas vai fazer valer o seu papel de guardião da Constituição. Ela deixou a impressão que será rigorosa no parecer que dará hoje, na ação movida pela Rede que pede suspensão da produção de informações de inteligência estatal sem base legal. O caso será julgado em plenário.

"Na sessão desta quarta-feira vamos saber como os ministros do STF se comportam em relação a essa violação de direitos políticos no nosso país", acredita o delegado Zaccone.

O ministro Mendonça, por sua vez, disse a Cármen Lúcia que o dossiê - ou relatório, como prefere chamar - foi feito sem o seu conhecimento. Em vários momentos ele deixou transparecer nervosismo.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.